a gente sabe
que é a professora estranha
quando as colegas olham pra ti e dizem:
- mas tu é a cara da cidade baixa, né?
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
álvaro de campos
Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
(porque é bom redescobrir coisas pra mostrar a quem se gosta)
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.
(porque é bom redescobrir coisas pra mostrar a quem se gosta)
domingo, 26 de abril de 2009
drummond
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
eu não devia te dizer...
... mas essa vida
mas esse suco de pera
botam a gente melancólico como o diabo!
mas esse suco de pera
botam a gente melancólico como o diabo!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
por que ter amigos?
hires - banho é bão! diz:
né?
vivi diz:
cada um com suas idiotices né... haja paciencia
hires - banho é bão! diz:
nós não
hires - banho é bão! diz:
somos tuuuudo
vivi diz:
tuuuuuuuuuuuuuudo
hires - banho é bão! diz:
HAHAHAHAHA
porque algumas pessoas sabem exatamente do que tu tá falando...
(te amo, lôra!)
né?
vivi diz:
cada um com suas idiotices né... haja paciencia
hires - banho é bão! diz:
nós não
hires - banho é bão! diz:
somos tuuuudo
vivi diz:
tuuuuuuuuuuuuuudo
hires - banho é bão! diz:
HAHAHAHAHA
porque algumas pessoas sabem exatamente do que tu tá falando...
(te amo, lôra!)
segunda-feira, 20 de abril de 2009
por estar só...
saio da casa de uma das amigas que mais amo e adoro, depois de horas curtindo seu filho lindo. passo no teatro da hebraica, escuto capoeiristas jogando. pego ônibus na parada ali na frente. sento no banco vazio. na frente de um casal que tinha o seguinte diálogo:
ele - avisou tua mãe que ia dormir fora hoje?
ela - ainda não.
ele - então, liga!
ela - mas eu não vou ligar!
ele - então manda a mensagem agora que eu quero ver!
ela - mando depois...
ele - não! manda agora... tu não fica me mandando fazer o que tu quer na hora que tu quer? então, manda a mensagem agora porque eu quero.
ela - hum...
ele - escrevo pra ti então
ela - (silêncio)
ele - dá que eu escrevo!!!
ela - (entrega o celular)
ele - .... (digitando mensagem)
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - eu vou te mostrar antes. te acalma!
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - "posá" é com z ou s?
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo? (aos berros dessa vez)
ele - vou colocar com s.
ela - me escuta!
ele - te acalma! pronto ó.
(...)
eu desci do ônibus nessa hora.
fui pra casa pensando:
por que as pessoas se metem em relacionamentos completamente paranóicos onde até uma mensagem para a mãe vira motivo para se jogar na cara coisas ou para brigar? deus, as pessoas gostam mais de sofrer em conjunto do que serem feliz em conjunto...
ele - avisou tua mãe que ia dormir fora hoje?
ela - ainda não.
ele - então, liga!
ela - mas eu não vou ligar!
ele - então manda a mensagem agora que eu quero ver!
ela - mando depois...
ele - não! manda agora... tu não fica me mandando fazer o que tu quer na hora que tu quer? então, manda a mensagem agora porque eu quero.
ela - hum...
ele - escrevo pra ti então
ela - (silêncio)
ele - dá que eu escrevo!!!
ela - (entrega o celular)
ele - .... (digitando mensagem)
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - eu vou te mostrar antes. te acalma!
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - "posá" é com z ou s?
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo? (aos berros dessa vez)
ele - vou colocar com s.
ela - me escuta!
ele - te acalma! pronto ó.
(...)
eu desci do ônibus nessa hora.
fui pra casa pensando:
por que as pessoas se metem em relacionamentos completamente paranóicos onde até uma mensagem para a mãe vira motivo para se jogar na cara coisas ou para brigar? deus, as pessoas gostam mais de sofrer em conjunto do que serem feliz em conjunto...
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crônicas de uma vida boêmia
agora além de escrever no ruído rosa e no nugget fashion, participo de uma histeria coletiva chamada crônicas de uma vida boêmia. no blog a gente discute as peripécias da vida portoalegrense regada à creveja, conversinhas (nem sempre) espertinhas, divertimento e muita bizarrice.
visite-nos, sente-se na mesa e escute uma das nossas!
visite-nos, sente-se na mesa e escute uma das nossas!
domingo, 19 de abril de 2009
respira fundo e declama
o homem que hoje me amar
encontrará outro lá dentro.
pois que o mate.
(elisa lucinda)
encontrará outro lá dentro.
pois que o mate.
(elisa lucinda)
quarta-feira, 15 de abril de 2009
achei bonito e não é meu:
love is about finding courage inside of you that you didn't even know was there.
terça-feira, 14 de abril de 2009
a caminho do trabalho...
... vejo um morador de rua dançando com o que acho que era a metade do que já foi um cabideiro. a harmonia entre ele e o cabideiro era impressionante e combinou perfeitamente com o sweet jane que passava no meu mp3 player...
... olhando ele daquele jeito fiquei pensando como seria bom se tivéssemos relacionamentos assim: com cabideiros. quando duas pessoas se acham, acontecem a luta de forças, o embate de tempos, o "conflito de interesses"...
... acontece que são duas pessoas... não uma pessoa e um cabideiro que dança conforme a música que se passa na cabeça de quem pode se mexer...
... dançar com um cabideiro é fácil!
... mas não deve ter muita graça...
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enchente
é coisa de quem mora em casa
quem mora em apartamento
fica ilhado
na sua ignorância do chão...
é coisa de quem mora em casa
quem mora em apartamento
fica ilhado
na sua ignorância do chão...
domingo, 12 de abril de 2009
nicest thing
http://www.youtube.com/watch?v=wYWv_NSBZQI&
só para não deixar passar a coisa mais fofa que já vi na vida!
só para não deixar passar a coisa mais fofa que já vi na vida!
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she has given her soul to the devil...
eu sou difícil de lidar. eu não penso antes de fazer. eu penso depois. eu sou ciumenta. eu sou sarcástica. eu sou irônica. eu sou completamente desaforada. eu bebo demais, danço demais, sou desbocada demais. me recuso a ser igual aos outros, mesmo tendo dois olhos, duas pernas, dois braços. sendo completamente normalzinha.
eu não sou dissimulada e isso não é elogio. eu não sou simulada e isso não é elogio.
eu teimo em tentar costurar minhas próprias roupas. teimo em ter fios de cabelo de tamanhos diferentes. teimo em fumar uns cigarros. teimo em tomar café sem açúcar. teimo em morar sozinha. teimo em ser a ovelha negra mais branca da paróquia. eu teimo em acreditar, teimo em querer saber. teimo, teimo, teimo.
eu explodo. falo pelos cotovelos. eu rio pelos cotovelos. eu rio alto pelos cotovelos. eu choro pelos cotovelos, mas nunca na frente dos outros.
eu tenho crise de identidade. eu ameaço tomar veneno. eu quebro a mão de tanta incompetência. eu odeio burrice. eu sou burra como uma porta. eu sou desconfiada. eu sou braba. eu considero. eu desconsidero. eu reconsidero. e desconsidero de novo.
eu piro. eu rodo a baiana. eu não vejo sentido mais nos meus ideiais. eu me enfio em buracos. eu renasço. eu tento. eu repenso. eu te frito. eu te xingo. eu imploro pra ser feliz...
e eu peço desculpas.
agora to esperando o demônio dar minha alma pra deus... como a profecia diz!
eu não sou dissimulada e isso não é elogio. eu não sou simulada e isso não é elogio.
eu teimo em tentar costurar minhas próprias roupas. teimo em ter fios de cabelo de tamanhos diferentes. teimo em fumar uns cigarros. teimo em tomar café sem açúcar. teimo em morar sozinha. teimo em ser a ovelha negra mais branca da paróquia. eu teimo em acreditar, teimo em querer saber. teimo, teimo, teimo.
eu explodo. falo pelos cotovelos. eu rio pelos cotovelos. eu rio alto pelos cotovelos. eu choro pelos cotovelos, mas nunca na frente dos outros.
eu tenho crise de identidade. eu ameaço tomar veneno. eu quebro a mão de tanta incompetência. eu odeio burrice. eu sou burra como uma porta. eu sou desconfiada. eu sou braba. eu considero. eu desconsidero. eu reconsidero. e desconsidero de novo.
eu piro. eu rodo a baiana. eu não vejo sentido mais nos meus ideiais. eu me enfio em buracos. eu renasço. eu tento. eu repenso. eu te frito. eu te xingo. eu imploro pra ser feliz...
e eu peço desculpas.
agora to esperando o demônio dar minha alma pra deus... como a profecia diz!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
eu não sei rezar!
hoje houve celebração de páscoa na escola em que trabalho.
apesar de dizerem que a celebração era ecumênica, eu me senti um peixe fora d'água. quem mandou ser filha de cigana, não ser batizada, não saber nenhum canto católico, não ouvir rádio evangélica, não saber fazer o sinal da cruz e, ainda por cima, acreditar que a morte de cristo é meio farsa?
fiquei de braços cruzados, não me emocionei...
porque meus pais me ensinaram que páscoa é quando a gente comemora que o outono chegou,* que a gente tá junto e que pode ter brinquedo dentro do ovo de páscoa!
achou ruim?
fala qualquer coisa que te processo por preconceito, tá???
*e comemora tirando todas as roupas de inverno de dentro da mala, de baixo da cama e lava!
fiquei de braços cruzados, não me emocionei...
porque meus pais me ensinaram que páscoa é quando a gente comemora que o outono chegou,* que a gente tá junto e que pode ter brinquedo dentro do ovo de páscoa!
achou ruim?
fala qualquer coisa que te processo por preconceito, tá???
*e comemora tirando todas as roupas de inverno de dentro da mala, de baixo da cama e lava!
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mais tarde
pode ser até do corpo se entregar
mais tarde
parece simples
mas a gente às vezes é
E o amor é lindo
deixo tudo que quiser
eu não me queixo em ser
acho normal ver o mundo feito
faz o mar num grão de areia
é de se entregar a sorte e todo mundo vai saber
em ver que o vai e vem pode ser eterno
pra ver quem manda
acho que não vai dar
tô cansado demais
vou ver a vida a pé
acho normal tá no mundo feito
faz o mar num grão de areia
marcelo camelo
mais tarde
parece simples
mas a gente às vezes é
E o amor é lindo
deixo tudo que quiser
eu não me queixo em ser
acho normal ver o mundo feito
faz o mar num grão de areia
é de se entregar a sorte e todo mundo vai saber
em ver que o vai e vem pode ser eterno
pra ver quem manda
acho que não vai dar
tô cansado demais
vou ver a vida a pé
acho normal tá no mundo feito
faz o mar num grão de areia
marcelo camelo
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quarta-feira, 8 de abril de 2009
notas aleatórias sobre educação - parte 3
se existe sambista de apartamento
e antropólogo de gabinete
existe o professor de quadro branco, que não quer sujar a mão de giz!
e antropólogo de gabinete
existe o professor de quadro branco, que não quer sujar a mão de giz!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
notas aleatórias sobre educação - parte 2
- e tu tem mestrado?
- sim... terminei há pouco tempo.
- hum... em que tu fez?
- em lingüística aplicada.
- hein?
- eu trabalhei a narrativa. com o vigotsky...
- vioquÊ?
- vigotsky. o cara do construtivismo.
- construtivismo?
[terceira pessoa entra na conversa]
- sim. aquele em que o aluno vai construindo o conhecimento autonomamente.
- construindo o conhecimento? o aluno? não entendo como isso é possível!
e eu pensei: o que eu tô fazendo aqui? ou melhor: o que tu, querida, tá fazendo aqui?
- sim... terminei há pouco tempo.
- hum... em que tu fez?
- em lingüística aplicada.
- hein?
- eu trabalhei a narrativa. com o vigotsky...
- vioquÊ?
- vigotsky. o cara do construtivismo.
- construtivismo?
[terceira pessoa entra na conversa]
- sim. aquele em que o aluno vai construindo o conhecimento autonomamente.
- construindo o conhecimento? o aluno? não entendo como isso é possível!
e eu pensei: o que eu tô fazendo aqui? ou melhor: o que tu, querida, tá fazendo aqui?
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sábado, 4 de abril de 2009
notas aleatórias sobre educação - parte 1
escutando na minha nova escola
(porque agora, no novo emprego, eu ando escutando mais do que falando)
(porque agora, no novo emprego, eu ando escutando mais do que falando)
- os alunos não sabem escrever!
- os alunos não sabem ler!
- ELES NÃO TÊM LIMITES!!!
e eu pensando.
os alunos não vão saber escrever se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos não vão saber ler se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos são como todo mundo: respeitam se forem respeitados.
os alunos não vão saber ler se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos são como todo mundo: respeitam se forem respeitados.
enfim, no dia em que eu quiser/tiver alunos que não precisem de mim,
mudo de profissão...
mudo de profissão...
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sábado, 28 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
na fissura (ou a epopéia da mão quase quebrada)
era uma manhã de quinta-feira qualquer. na verdade, não era: estava indo substituir uma colega no primeiro período, dar aula de filosofia da linguagem. acordei às 6h30 como de costume, escovei os dentes, vesti a roupa, tomei meu chamyto matinal... tudo ia muito bem, obrigada!
eis que tinha um rato em meu caminho. explico: meu gato chamado vaca ganhou um rato chamado rato de presente. o rato é amarelo neon com olhos rosa neon. não compreendo como não vi o rato, mas... tropecei! pra não cair de cara no chão, de alguma forma girei no ar. ao cair de bunda, apoiei todo meu peso na minha mão direita.
com a mão muito dolorida (entre outras partes do corpo), fui trabalhar. expliquei pros alunos da 92 que não conseguiria escrever no quadro e fui totalmente compreendida. com os outros alunos da 101 também. e me mandei de tarde pra ser nomeada em gravataí.
não, eu não fui ao médico, apesar da dor.
como não usei a mão, estava tudo bem... sem dor! sexta-feira, então, fui dar aula... escrevi feito uma louca no quadro, corrigi trabalho, escrevi no caderno de chamada. cheguei em casa chorando!
foi aí que decidi ir ao médico.
eis que tinha um rato em meu caminho. explico: meu gato chamado vaca ganhou um rato chamado rato de presente. o rato é amarelo neon com olhos rosa neon. não compreendo como não vi o rato, mas... tropecei! pra não cair de cara no chão, de alguma forma girei no ar. ao cair de bunda, apoiei todo meu peso na minha mão direita.
com a mão muito dolorida (entre outras partes do corpo), fui trabalhar. expliquei pros alunos da 92 que não conseguiria escrever no quadro e fui totalmente compreendida. com os outros alunos da 101 também. e me mandei de tarde pra ser nomeada em gravataí.
não, eu não fui ao médico, apesar da dor.
como não usei a mão, estava tudo bem... sem dor! sexta-feira, então, fui dar aula... escrevi feito uma louca no quadro, corrigi trabalho, escrevi no caderno de chamada. cheguei em casa chorando!
foi aí que decidi ir ao médico.
prevendo uma possível imobilização, lavei toda a louça morrendo de dor, dobrei toda a roupa e tomei banho. cheguei no médico às 14h.
14h15 estava sendo atendida:
saí do hospital chorando!
resultado: fissurei um osso da mão e machuquei o punho. até terça imobilizada até tirarem uma nova radiografia e, provavelmente, colocarão uma nova tala gessada. na mão direita não tem uma roseira... tem a imobilização.
e imaginem morar sozinha, digo, com um gato sem poder mexer uma das mãos? hoje, não vou nem almoçar!
(o post acima foi escrito com uma mão só)
pegaeapertaobraçoquedói
pegaepõenaposiçãonoraioxobraçoquedói
pegaeapertamaisumpoucoobraçoquedói
pegaeimobilizaobraçoquedói
receitaremédiosprobraçoquedói
pegaepõenaposiçãonoraioxobraçoquedói
pegaeapertamaisumpoucoobraçoquedói
pegaeimobilizaobraçoquedói
receitaremédiosprobraçoquedói
saí do hospital chorando!
resultado: fissurei um osso da mão e machuquei o punho. até terça imobilizada até tirarem uma nova radiografia e, provavelmente, colocarão uma nova tala gessada. na mão direita não tem uma roseira... tem a imobilização.
e imaginem morar sozinha, digo, com um gato sem poder mexer uma das mãos? hoje, não vou nem almoçar!
(o post acima foi escrito com uma mão só)
domingo, 15 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
do estados de coisas
posso estar só,
mas sou de todo mundo
por eu ser só um
ah, nem! ah, não! ah, nem dá!
solidão, foge que eu te encontro
que eu já tenho asa
isso lá é bom, doce solidão?
mas sou de todo mundo
por eu ser só um
ah, nem! ah, não! ah, nem dá!
solidão, foge que eu te encontro
que eu já tenho asa
isso lá é bom, doce solidão?
quarta-feira, 4 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
seiscentos e sessenta e seis
- A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
- Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
- Quando se vê, já é 6ª-feira...
- Quando se vê, passaram 60 anos...
- Agora, é tarde demais para ser reprovado...
- E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
- eu nem olhava o relógio
- seguia sempre, sempre em frente...
- E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil
- das horas.
- senhor quintana, esbanjando genialidade...
domingo, 1 de março de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
dupla de diálogos (nem sempre) espertinhos
noite do oscar
galerinha na minha casa
hires:
porque tão indicando o brad pitt! ele sempre faz uns filmes podres!
mozart:
claro que não! lembra de doze macacos? clube da luta? snatch?
hires:
é mesmo... eu tava pensando em lendas da paixão e sr. e sra. smith.
alguns minutos depois...
hires:
olha o matt damon. ele é massa!
mozart:
matt damon é um bosta!
hires:
não!!! ele fez gênio indomável, dogma...
mozart:
nah! ele é um bosta!
hires:
se eu voltei atrás com o brad pitt, tu é obrigado a voltar atrás com o matt damon...
mozart: é que eu achei dogma uma droga... pelo menos os minutos que eu vi!
galerinha na minha casa
hires:
porque tão indicando o brad pitt! ele sempre faz uns filmes podres!
mozart:
claro que não! lembra de doze macacos? clube da luta? snatch?
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é mesmo... eu tava pensando em lendas da paixão e sr. e sra. smith.
alguns minutos depois...
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olha o matt damon. ele é massa!
mozart:
matt damon é um bosta!
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não!!! ele fez gênio indomável, dogma...
mozart:
nah! ele é um bosta!
hires:
se eu voltei atrás com o brad pitt, tu é obrigado a voltar atrás com o matt damon...
mozart: é que eu achei dogma uma droga... pelo menos os minutos que eu vi!
***
visitando o mozart hoje, discussão sobre a discussão
hires:
daí essa minha amiga de brasília disse que eu sou solteirona. e eu expliquei que não sou solteirona, mas fiquei pra tia.
mozart:
mas ficar pra tia não é pior?
hires:
não, significa que tive sobrinhos antes de filhos. e, tipo, sou tia mesmo: tenho 3 de verdade e duas emprestadas.
mozart:
mas pra mim solteirona é UHU! POSSO SAIR!
hires:
não! isso é coisa de solteirinha!
hires:
daí essa minha amiga de brasília disse que eu sou solteirona. e eu expliquei que não sou solteirona, mas fiquei pra tia.
mozart:
mas ficar pra tia não é pior?
hires:
não, significa que tive sobrinhos antes de filhos. e, tipo, sou tia mesmo: tenho 3 de verdade e duas emprestadas.
mozart:
mas pra mim solteirona é UHU! POSSO SAIR!
hires:
não! isso é coisa de solteirinha!
sábado, 21 de fevereiro de 2009
música de stalkers
você não vai, não vou também
se vai ficar, estou aqui
não vou deixar escapar
não vou deixar você me escapar
se vai ficar, estou aqui
não vou deixar escapar
não vou deixar você me escapar
[medo da nuvem, medo medo!]
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Diário Calango - parte final: a despedida
meu vôo ainda não levantou. eu vou embora apenas amanhã, às 17h40 (come on and say good bye!). mas já posso fazer o balanço da minha média-curta permanência em brasília.
em primeiro lugar, é bom saber que amigos, mas amigos de verdade, do peito mesmo, não estou nem aí se faz um dia ou um ano que não te veem... eles te amam como se tu tivesse saído de perto apenas uns segundos. amigos que fazem de tudo pra te divertir e que não precisam fazer nada pra te fazer feliz... enfim, é bom conhecer muito as pessoas e ficar muito alegre de vê-las (nem que seja uma vez por ano).
em segundo lugar, é bom ver o lugar em que eu estudei, o lugar em que eu dancei pela primeira vez... é até o lugar aonde a gente quando tinha menos coisas ainda pra fazer em brasília. coisas que só a terra natal podem proporcionar... e eu, essa manteiga derretida clichê, não posso deixar de achar interessante me reconhecer.
por último, se eu não tivesse saído daqui, não teria chance de voltar... e não teria chance de dizer a plenos pulmões:
PORRA, QUE SAUDADES DA MINHA CASA!
(a parte de ganhar cds com um sorriso e a frase "sou de porto alegre" também é so freaking good!)
beijobrasiliensesmeliguem!
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte XI: delicinha brasiliense
bolo de mandioca
ingredientes
500 gramas de mandioca ralada
50 gramas de açúcar
um coco pequeno fresco ralado
2 colheres de manteiga/margarina
3 ovos
erva doce ou canela a gosto
modo de preparo
coloque todos os ingredientes e misture. unte uma forma média, sem polvilhar farinha de trigo. asse o bolo até ficar douradinho...
nhamy!
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte X: the girl was a superfreak
queimei minha perna na moto do betinho...
agora tenho uma lembrança, do tamanho de uma laranja, na minha quase canela esquerda!
agora tenho uma lembrança, do tamanho de uma laranja, na minha quase canela esquerda!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte IX: a cantada mal-sucedida (ou meninos brasilienses: o retorno)
depois de conversa vai e conversa vem (sem mão na perna dessa vez)
- isso aí o que cê tem na boca é um trident?
hires: não! é mentos...
- cê tem mais um?
hires: aham... deixa só eu pegar na bolsa.
(dado o chiclete)
- esse chiclete tá muito forte... cê não quer dividir comigo?
hires: não, obrigada. eu já tenho meu próprio chiclete.
- isso aí o que cê tem na boca é um trident?
hires: não! é mentos...
- cê tem mais um?
hires: aham... deixa só eu pegar na bolsa.
(dado o chiclete)
- esse chiclete tá muito forte... cê não quer dividir comigo?
hires: não, obrigada. eu já tenho meu próprio chiclete.
Diário Calango parte VIII: choque cultural
diálogo
camila:
- tenho que te levar no caribeño... lá eles fazem uma dança, assim ó, fora dos padrões. cê não tem idéia!
hires:
- como assim???
camila:
- é uma coisa, cê não tem noção. é muito sensual... tipo, cê começa a dançar e quando vê tá fazendo umas coisas muito loucas!
hires:
- eita! e qual é o nome da dança?
camila:
- se chama zouk...
hires:
- como é que se escreve?
camila:
- z o u k
hires:
- caramba! isso é o nome de uma livraria em poa!
camila:
- sério?
hires:
- pra tu ver que gaúcho gosta mais de ler do que de ...
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte VII: os meninos brasilienses
certas coisas foram esquecidas por mim. eu realmente não me lembrava da abordagem masculina calanga; afinal, das últimas vezes que vim, estava casada. logo, festerê nem pensar!
em porto alegre, até onde saiba as pessoas tem um espaço interpessoal maior. explico: normalmente as pessoas não te pegando do nada (salvo os bebuns de fim de festa).
pois é... imagine a cena:
- festa
- hires
- amigos
- dois meninos
meia hora de conversa e menino a põe a mão na minha perna. meia hora e um minuto de conversa e menino b põe a mão na minha perna. meia hora, um minuto e meio segundo eu levanto e digo: "beleza! to indo dançar!"
julio, respecitvo da minha melhor amiga, diz: cê não entendeu? os homens em brasília SÃO assim...
ok, mas eu não sei se vim treinada pra ser batatinha frita, ou seja, petisco de brasiliense!
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
sendo irritantemente repetitiva
da obsessão de não me deixar levar:
toda a vez
toda a vez
pode me dizer:
toda a vez
que tento me perder
toda a vez
que tento me perder
toda a vez
que tento me perder
DROGA!
acabo me encontrando perto de você!
pode me dizer:
você faz isso por querer???
e o pior é que sei que faz... mas por quê?
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Diário Calango parte VI: a família
ficar uns dias na casa dos meus pais, com quem não moro há 3 anos, é acordar de manhã e minha mãe dizer:
- vocês, meus filhos, são completamente loucos!
(ela falou isso porque estava comigo no dia da farmácia e passou o dia rindo, e lembrou do meu irmão quebrando o controle do vídeo-game, minha irmã mandando o vizinho à m*rd*, e eu querendo bater numa mulher no supermercado, e...)
sim, a mulher que nos criou diz: "vai-te pra porra!"
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
verdade verdadeira
"descobri que a minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como uma reação a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco".
memórias de minhas putas tristes, gabriel garcía márquez, página 74.
save me - aimee mann
o filme magnolia é velho, cult e todo mundo ama (apesar de pouca gente assumir que não entende muito bem ele). bom, hoje lembrei de uma das músicas de sua trilha sonora (que de longe pode ser considerada a melhor dos anos 90).
save me é da aimee mann.
dá até pra cantarolar baixinho, antes de dormir:
if you save me
from the ranks
of the freaks
who suspect
they could never
love anyone
eu posso ser uma freak... mas não desse tipo...
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte V: o sotaque
situação a:
situação b:
hires em porto alegre. fala uma frase. pula alguém e pergunta: tu não é daqui, né? hires responde: sou de brasília.
situação b:
hires em brasília. fala uma frase. pula alguém e pergunta: mas tu já tá bem gaúcha, né? hires responde: tu acha.
agora me diz: dá onde é que sou então??????
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Diário Calango parte IV: a falta de referência
estar longe de casa é:
começar a frase sempre com:
lá em brasília...
ou
aqui em porto alegre...
[miss u, home sweet home]
começar a frase sempre com:
lá em brasília...
ou
aqui em porto alegre...
[miss u, home sweet home]
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Diário Calango parte III: o diálogo de farmácia
* eventos contextualizadores *
. hires entra na farmácia para comprar um lipstick da nivea e um pacote de pastilha valda;
.. hires espera, pacienciosamente, o atendente terminar a venda de um remédio qualquer para uma senhorinha;
... hires observa um cara de mais ou menos 2 metros de altura escolher um pacote de camisinha;
.... hires continua esperando o atendente;
..... hires observa o cara de 2 metros de altura passar na sua frente e pagar seu pacote de camisinhas sem dor na consciência;
...... hires, com orgulho ferido de ter sido passada para trás, finalmente é atendida.
* fim dos eventos contextualizadores *
moço da farmácia:
- em que posso ajudá-la?
hires:
- esse coisinha da nivea e um pacote de pastilhas valda.
....... hires observa o moço da farmácia achar a pastilha e não se aguenta
hires:
- moço, aquele outro passou na minha frente!
moço farmácia:
- que mal educado ele, né?
........ hires segura a maldade, mas não se aguenta [de novo]
hires:
- mal educado é o senhor que atendeu ele na minha frente!
......... hires observa o moço da farmácia meio vermelho meio roxo atestando que se acabaram os pacotes de pastilhas valda.
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Diário Calango parte II: o jogo de futebol
eu adoro futebol. adoro jogo de futebol. e adoro ir ao estádio também.
domingo, meu pai me levou a um clássico. claro, um clássico calango:
GAMA x BRASILIENSE
eu, obviamente, torço pro brasiliense feito louca... camiseta amarela, gritando JACARÉ, JACARÉ!
porém, o jogo foi no estádio high-tech do gama, onde meus pais moram. como resultado de tudo isso: lá estava eu, torcedora do brasiliense no meio da torcida do gama... com meu pai com a camisa do periquito do meu lado.
tentei disfarçar o fato de não ser gamense. comentando com ele todo e qualquer lance, xingando o juiz para os dois lados. gritando: "vai, ferrugem!" para o jogador ginger kid do gama.
tudo tranquilo e calmo até depois de quase dar briga entre a massa gamense e a mínima torcida do brasiliense (contada como umas 50 pessoas e um cara vestido de superherói).
por pouco...
voltamos para o segundo tempo. o gama faz falta no iranildo, jogador do brasiliense since EVER (homenagem ao rafinha nessa), bem perto da área. iranildo, conhecido na minha arquibancada como filho de um rapariga entre outros apelidos carinhosos tanto para ele quanto para sua mãe, bate a falta no cantinho, a bola entra.
no meio do silêncio da minha arquibancada, EU levanto SOZINHA e grito a plenos pulmões: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!
com os braços devidamente levantados assim ó:
\o/
quando me dei conta, sentei e pensei: "droga, tomei uma surra!"
ninguém me fez nada....
por via das dúvidas, quando o gama fez seu gol, gritei... timidamente, pro brasiliense não me ouvir. assim, parecia que eu era a louca do gol! gritava com todo e qualquer gol.
no fim, foi 1 x 1 e ninguém ficou triste. eu também não apanhei... nem na saída!
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Diário Calango parte I: o primeiro fim de semana
passar uma parte das minhas férias em brasília não é tão ruim assim. no primeiro final de semana, camila (minha amiga desde os 12 anos) e seu namorado me levaram para a farra.
na sexta-feira fui em um lugar chamado botequim blues. vamos começar a análise pelo nome, certo? o que eles querem dizer com "botequim blues"?
a) o botequim era pra ser azul? se fosse assim, seria botequim blue, honey... afinal, adjetivos não tem plural em inglês e, mesmo se tivessem, o botequim é um só, não?
b) o botequim is very sad pra caramba! ou seja, o botequim entristece, logo, ele blues....
minha sugestão: seguir a gramática inglesa do tio do bar e colocar botequim go blues!
tocou beatles a noite inteira. pena que, para dançar, me batia nas cadeiras, afinal, um lugar very blues tinha mais espaço para pessoas bebendo do que para pessoas dançando...
sábado, voltei aos meus quinze anos com um showzim de rock no conic (cuja sigla nunca entendi... tem comercial e bláblá). coisa gratuita, com um bando de gente de preto e eu pensando: deus! já fui assim!
enfim, vir a brasília pra mim tem sempre essa sensação: eu volto no tempo e lá estou eu com quinze de novo...
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
brasília: a viagem
cheguei em brasília. eu nem me lembro mais porque eu marquei a viagem. mas é bom ver coisas das quais não me lembro mais. e é ruim lembrar de coisas das quais não me lembrava mais.
existem duas coisas ruins pra se saber sobre brasília.
a) tudo é muito longe. logo, morar em brasília é se aventurar em viagens todos os dias. ir ao super é se aventurar. comprar pão é se aventurar. visitar a melhor amiga de infância deve levar uns 40 minutos de carro. é o tipo de coisa que se acostuma. mas nunca se perdoa.
b) tédio, tédio, tédio, tédio, tédio. yeah, baby! fale isso para um brasiliense, e ele vai te quebrar os dentes. como SOU brasiliense posso reclamar: tédio! como tudo é uma viagem que exige carro, não há nada a fazer. parque da redenção a uma caminhada de casa? nah! ir dançar e voltar de táxi por apenas 10 reais? ixi! te liga! assim, resta a internet e o gostinho melancólico de que a vida pode e é diferente. pelo menos nos outros meses do ano...
**o post deveria ter sido publicado ontem, terça, dia do veneno. por motivos de força maior, ele está aqui hoje.**
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
about my personal life
***eu sei que ontem era o dia do about, mas essa é tão boa que resolvi não deixar passar***
atualmente
eu estou bem mais pra marilyn monroe
do que pra jaqueline kennedy
atualmente
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do que pra jaqueline kennedy
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odeio
my friends
vatapá bom já não tem preço por si só
vatapá feito pelo mozart, o ás da cozinha, não tem mais ainda
vatapá comido com a mulher gatinho, carla, mais impagável ainda
vatapá com leandro, o homem que quebrou o copo com o copo, ixi! nenhum dinheiro paga
vatapá na companhia de ritinha, mulher corallo, e seu chico, menino na barriga, não preciso nem dizervatapá feito pelo mozart, o ás da cozinha, não tem mais ainda
vatapá comido com a mulher gatinho, carla, mais impagável ainda
vatapá com leandro, o homem que quebrou o copo com o copo, ixi! nenhum dinheiro paga
vatapá de noite com o amor do rafinha, menino lobo, é "impreçável"
vatapá de janta com a dandara, ovelha negra, não tem preço MESMO
e tudo isso na minha casa montada com meu novo amor, jose cuervo, assim ó, LINDO!
(uma homenagem bem modesta aos meus amigos que me fazem a pessoa mais mais mais mais feliz do mundo... inclusive aqueles que eu nem vi a carinha ainda, né chico?)
vatapá de janta com a dandara, ovelha negra, não tem preço MESMO
e tudo isso na minha casa montada com meu novo amor, jose cuervo, assim ó, LINDO!
(uma homenagem bem modesta aos meus amigos que me fazem a pessoa mais mais mais mais feliz do mundo... inclusive aqueles que eu nem vi a carinha ainda, né chico?)
LOVE YOU ALL, BITCH!
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about the ophthalmologist...
diálogo da consulta de ontem
- vou colocar algumas lentes e tu vai escolhendo qual fica melhor, tá?
- aham.
- essa..... ou..... essa??
- a primeira.
- e agora essa aqui.....ou..... essa aqui??
- a última.
- aham..... e essa aqui..... ou essa??
- acho que a primeira.
- aham. hum... e agora? essa? ou essa?
- ai, acho que a última. dá pra colocar de novo?
- claro!
- é, é... a última.
- hum... qual a melhor? é essa? ou essa?
- não sei. coloca de novo?
- aham. e aí?
- ai, moço. espera só um pouquinho. são muitas decisões.
- é, né?
- eu tô decidindo como eu vou ver a minha vida daqui pra frente. eu não sei se quero clareza e definição ou que as coisas estejam maiores. dá pra pensar e voltar aqui outro dia?
- vou colocar algumas lentes e tu vai escolhendo qual fica melhor, tá?
- aham.
- essa..... ou..... essa??
- a primeira.
- e agora essa aqui.....ou..... essa aqui??
- a última.
- aham..... e essa aqui..... ou essa??
- acho que a primeira.
- aham. hum... e agora? essa? ou essa?
- ai, acho que a última. dá pra colocar de novo?
- claro!
- é, é... a última.
- hum... qual a melhor? é essa? ou essa?
- não sei. coloca de novo?
- aham. e aí?
- ai, moço. espera só um pouquinho. são muitas decisões.
- é, né?
- eu tô decidindo como eu vou ver a minha vida daqui pra frente. eu não sei se quero clareza e definição ou que as coisas estejam maiores. dá pra pensar e voltar aqui outro dia?
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009
acordo ortográfico
é só saber que eu sou professorinha e putz! me perguntam do acordo ortográfico.
poxa vida, na mesa de bar, na fila do cinema, dançando, comendo....
vamos esclarecer algumas coisas:
a) o acordo ortográfico não é o fim dos tempos, não é o fim da vida como conhecemos, it's not the end of the world as we knew it... o português já teve vários acordos ortográficos. inclusive aquele que matou o ph e o êle. viram só? mudanças são legais... a gente se acostuma a elas...
b) por que resolveram mudar? ah! tem dois motivos básicos. primeiro, um livro publicado no Brasil tinha que ser totalmente re-editado para ser publicado em Portugual. com o acordo, vai ficar facim facim. segundo, quanto mais o protuguês se une, mais força política ele tem.
vejam que não discuto como as regras deveriam ser ou não. essa é uma decisão tão, mas tão arbitrária quanto a união do significado com o significante, segundo saussure. (hehehehehe)
e, daqui pra frente, quem me perguntar sobre o acordo vai ter que pagar R$ 60 a hora. afinal, agora que eu sou mestre a consulta é mais cara!
poxa vida, na mesa de bar, na fila do cinema, dançando, comendo....
vamos esclarecer algumas coisas:
a) o acordo ortográfico não é o fim dos tempos, não é o fim da vida como conhecemos, it's not the end of the world as we knew it... o português já teve vários acordos ortográficos. inclusive aquele que matou o ph e o êle. viram só? mudanças são legais... a gente se acostuma a elas...
b) por que resolveram mudar? ah! tem dois motivos básicos. primeiro, um livro publicado no Brasil tinha que ser totalmente re-editado para ser publicado em Portugual. com o acordo, vai ficar facim facim. segundo, quanto mais o protuguês se une, mais força política ele tem.
vejam que não discuto como as regras deveriam ser ou não. essa é uma decisão tão, mas tão arbitrária quanto a união do significado com o significante, segundo saussure. (hehehehehe)
e, daqui pra frente, quem me perguntar sobre o acordo vai ter que pagar R$ 60 a hora. afinal, agora que eu sou mestre a consulta é mais cara!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
eu fiz hoje
alguns versos
e todos eles
se desmancharam
assim. . .
. . .
alguns versos
e todos eles
se desmancharam
assim. . .
. . .
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
alguém me avisa quando é pra parar de fazer a íntima
ai, deus!
to de mau-humor!
fechada para a recuperação....
grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
to de mau-humor!
fechada para a recuperação....
grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sobre o amor
Gabi.... diz:
o negócioo
Gabi.... diz:
é trabalhar e estudar bastante..
Gabi.... diz:
daí não da tempo depensar nessas coisas
Gabi.... diz:
é o que tô fazendo sabe...
Gabi.... diz:
:)
hires - soneca diz:
hehehe
hires - soneca diz:
é o que eu fiz a vida inteira
hires - soneca diz:
e olha onde eu cheguei
hires - soneca diz:
hehehehehe
Gabi.... diz:
hahhahaahahhahahah
o negócioo
Gabi.... diz:
é trabalhar e estudar bastante..
Gabi.... diz:
daí não da tempo depensar nessas coisas
Gabi.... diz:
é o que tô fazendo sabe...
Gabi.... diz:
:)
hires - soneca diz:
hehehe
hires - soneca diz:
é o que eu fiz a vida inteira
hires - soneca diz:
e olha onde eu cheguei
hires - soneca diz:
hehehehehe
Gabi.... diz:
hahhahaahahhahahah
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sábado, 10 de janeiro de 2009
giz
brincar de risca-de-giz e alvo
porque a amarelinha perde muito a graça
depois que se vai do inferno ao céu
porque a amarelinha perde muito a graça
depois que se vai do inferno ao céu
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
caminha
não é um doce de post
mas meu ciático dói e eu to tão cansada que minha cama é o melhor do dia!
mas meu ciático dói e eu to tão cansada que minha cama é o melhor do dia!
parênteses
toda vez
que tento me perder
a c a b o
me encontrando perto de você
me encontrando perto de você
pode me dizer:
v o c ê f a z i s s o p o r q u e r e r ? ? ?
v o c ê f a z i s s o p o r q u e r e r ? ? ?
((((o vício de escutar o ruído rosa continua))))
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
about my day
levantar da cama
já não é só se aventurar
é cair do cavalo e perder os dentes
é chorar as dores do mundo
é morrer
(e nascer um pouquinho também)
já não é só se aventurar
é cair do cavalo e perder os dentes
é chorar as dores do mundo
é morrer
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
e o pai?
uma amiga minha está grávida. há alguma coisa errada com isso? eu não acho nenhum problema. mas as pessoas INSISTEM em perguntar: "e o pai?"
quando ela conta que está esperando um bebê (sim, algo mágico como um bebê!), a primeira coisa que perguntam é sobre o pai.
pensando nisso, fiz uma lista de possível respostas para esses momentos.
- E o pai?
- Tá na Alfa-Centauro, à esquerda.
- E o pai?
- O meu tá muito bem... E o teu?
- E o pai?
- Me esqueci de anotar o celular dele...
- E o pai?
- No exato momento, ele é apenas seis dígitos na minha conta bancária!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando jovem!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando velho!
- E o pai?
- Quem? O trouxa que pensa que o filho é dele?
- E o pai?
- Ronaldinho Gaúcho. Afinal, alguém tem que pensar no futuro dessa criança!
- E o pai?
- Ó pai ó!
- E o pai?
- Afasta de mim esse cálice!
- E o pai?
- Não sei! Acordei um dia com a meia claça rasgada e...
- E o pai?
- Depois que eu ver a cara do bebê, te conto!
- E o pai?
- Defina o conceito de pai.
- E o pai?
- Segundo Freud, a libido é voltada para o próprio ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama Complexo de èdipo. A criança percebe, então, que entre ela e a mãe (no caso de um menino) existe o pai, impedindo a comunhão por ele desejada. A criança passa então a amar a mãe e a experienciar um sentimento antagônico de amor e ódio com relação ao pai. Ela percebe então que tanto o amor vivido com a mãe como o ódio vivido com o pai são proibidos e o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai.
- E o pai?
- Pai é quem come ou é quem cria?
- E o pai?
- Ele é legal. Deixou 50 pila no criado-mudo e nem pediu troco.
- E o pai?
- "Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi."
- E o pai?
- No cuzinho não vai nada????
- E o pai?
- (5 minutos de silêncio) Falou comigo?
Bom, aí tem respostas pra, pelo menos, três meses de gravidez. Podem mandar mais sugestões. Para essa e as outras duas perguntas: "Vocês tão namorando?" e "Vocês vão casar?"
quando ela conta que está esperando um bebê (sim, algo mágico como um bebê!), a primeira coisa que perguntam é sobre o pai.
pensando nisso, fiz uma lista de possível respostas para esses momentos.
- E o pai?
- Tá na Alfa-Centauro, à esquerda.
- E o pai?
- O meu tá muito bem... E o teu?
- E o pai?
- Me esqueci de anotar o celular dele...
- E o pai?
- No exato momento, ele é apenas seis dígitos na minha conta bancária!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando jovem!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando velho!
- E o pai?
- Quem? O trouxa que pensa que o filho é dele?
- E o pai?
- Ronaldinho Gaúcho. Afinal, alguém tem que pensar no futuro dessa criança!
- E o pai?
- Ó pai ó!
- E o pai?
- Afasta de mim esse cálice!
- E o pai?
- Não sei! Acordei um dia com a meia claça rasgada e...
- E o pai?
- Depois que eu ver a cara do bebê, te conto!
- E o pai?
- Defina o conceito de pai.
- E o pai?
- Segundo Freud, a libido é voltada para o próprio ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama Complexo de èdipo. A criança percebe, então, que entre ela e a mãe (no caso de um menino) existe o pai, impedindo a comunhão por ele desejada. A criança passa então a amar a mãe e a experienciar um sentimento antagônico de amor e ódio com relação ao pai. Ela percebe então que tanto o amor vivido com a mãe como o ódio vivido com o pai são proibidos e o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai.
- E o pai?
- Pai é quem come ou é quem cria?
- E o pai?
- Ele é legal. Deixou 50 pila no criado-mudo e nem pediu troco.
- E o pai?
- "Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi."
- E o pai?
- No cuzinho não vai nada????
- E o pai?
- (5 minutos de silêncio) Falou comigo?
Bom, aí tem respostas pra, pelo menos, três meses de gravidez. Podem mandar mais sugestões. Para essa e as outras duas perguntas: "Vocês tão namorando?" e "Vocês vão casar?"
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
estratégias de 2009
decidi....
meu blog terá dias temáticos...
vamos lá, making this right!
segunda-feira: micro-poemas - aqueles que passo o final de semana bolando ou que vem de supetão...
terça-feira: veneno pra dar e vender - daqueles malvados que só uma boa escorpiana pode fazer...
quarta-feira: about - comentário sobre algo/alguém/alguma coisa que apareceu/ocorreu/viveu/faz parte/fez parte da minha semana/meu mês/meu ano/minha vida... sacaram?
quinta-feira: fofuuura - daqueles lindinhos que só uma boa escorpiana pode fazer...
sexta-feira: music is where i meet my friends - toda sexta-feira comentarei um sucesso do meu mp3/telefone pra galera que me olha.
sábado e domingo: liberdade, ainda que tardia! - posso escrever sobre o que quiser!
comentarei os livros que acabei e os que estou lendo conforme isso vai acontecendo... logo, qualquer dia pode ser dia de postagem dupla!
um bom doismilenove para nós!
=]
(e comentários sobre moda, please acesse: nugget fashion)
meu blog terá dias temáticos...
vamos lá, making this right!
segunda-feira: micro-poemas - aqueles que passo o final de semana bolando ou que vem de supetão...
terça-feira: veneno pra dar e vender - daqueles malvados que só uma boa escorpiana pode fazer...
quarta-feira: about - comentário sobre algo/alguém/alguma coisa que apareceu/ocorreu/viveu/faz parte/fez parte da minha semana/meu mês/meu ano/minha vida... sacaram?
quinta-feira: fofuuura - daqueles lindinhos que só uma boa escorpiana pode fazer...
sexta-feira: music is where i meet my friends - toda sexta-feira comentarei um sucesso do meu mp3/telefone pra galera que me olha.
sábado e domingo: liberdade, ainda que tardia! - posso escrever sobre o que quiser!
comentarei os livros que acabei e os que estou lendo conforme isso vai acontecendo... logo, qualquer dia pode ser dia de postagem dupla!
um bom doismilenove para nós!
=]
(e comentários sobre moda, please acesse: nugget fashion)
domingo, 28 de dezembro de 2008
se me perguntarem
eu digo que a culpa é todinha minha
que foi meu corte de cabelo
meu emprego novo
minhas melissas
a conta de luz, de telefone, de gás, de supermercado, de lâmpadas, de mesa, de banho, de cama
se me perguntarem
eu digo que a cupa é toda minha
que eu não aguentava mais meu ar de inferioridade
mas só se me perguntarem
eu digo que a culpa é todinha minha
que foi meu corte de cabelo
meu emprego novo
minhas melissas
a conta de luz, de telefone, de gás, de supermercado, de lâmpadas, de mesa, de banho, de cama
se me perguntarem
eu digo que a cupa é toda minha
que eu não aguentava mais meu ar de inferioridade
mas só se me perguntarem
sábado, 27 de dezembro de 2008
thanks giving (ou agradecendo a vida que tenho)
2008 não foi um dos melhores anos. deve ter sido o ano em que mais perdi a fé... em que mais perdi a razão... e em que mais perdi.
tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.
meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.
e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...
mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.
se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.
e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.
e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.
obrigada!
tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.
meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.
e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...
mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.
se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.
e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.
e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.
obrigada!
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a volta nem sempre é boa
normalmente, quando eu volto a escrever desesperadamente não é bom sinal...
mas bem que eu poderia reativar isso aqui só pra melhorar a minha solidão de morar (de novo) sozinha...
reativado, então!
mas bem que eu poderia reativar isso aqui só pra melhorar a minha solidão de morar (de novo) sozinha...
reativado, então!
domingo, 21 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
apontamentos não relacionados e notas mentais inúteis
a) eu deveria vender idéias para contos. como não tenho veia ficcional, eu poderia ganhar dinheiro com coisas que me acontecem, me aparecem ou que eu sonho. exemplo: pessoa tem uma alergia bizarra a qual descobre parte de uma das profecias de nostradamus. quer comprar? pergunte-me como.
b) assistindo o primeiro episódio de smallville me dei conta: homens dizem que mulheres são fúteis, mas toda a inimizade entre o clark e o lex está calcada no fato de que um deixou o outro careca! e eu é que sou sem conteúdo??
c) depois de ver pessoas como nós (= com dinheiro) comendo coisas deliciosas do lixo e de sobras, quero deixar anotado que, da próxima vez que uma batatinha sobrar do meu lado no shopping ou nobar, tô atacando. não ao desperdício!
b) assistindo o primeiro episódio de smallville me dei conta: homens dizem que mulheres são fúteis, mas toda a inimizade entre o clark e o lex está calcada no fato de que um deixou o outro careca! e eu é que sou sem conteúdo??
c) depois de ver pessoas como nós (= com dinheiro) comendo coisas deliciosas do lixo e de sobras, quero deixar anotado que, da próxima vez que uma batatinha sobrar do meu lado no shopping ou nobar, tô atacando. não ao desperdício!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
superlativíssima
olhando as tags do meu blog, vi que criei a tag "odeio". lembrei-me de que uma pessoinha malvada e ranzinza que conheci me disse uma vez: "ai, contigo não tem vez! ou tu gosta ou tu odeia!"
é, eu sou assim, comigo não existe limbo. é céu ou inferno. é ótimo ou péssimo.
e qual é o problema?
sou mulher de superlativos....
é, eu sou assim, comigo não existe limbo. é céu ou inferno. é ótimo ou péssimo.
e qual é o problema?
sou mulher de superlativos....
domingo, 24 de agosto de 2008
as olimpíadas (ou morre, galvão!)

eu sou uma pessoa esportista não atlética. ou seja, eu sou uma pessoa que adora esportes sem praticar nenhum. não vou enganar vocês: já fui atleta.
fui nadadora durante toda a minha infância, como toda portadora de bronquite. era boa, promissora. quebrei meu pé um dia e o meu sonho de participar da olimpíada de 2000, aos 16 anos, foi por água abaixo.
adorava vôlei e fui do time da escola. adorava. o time da escola é que não me adorava tanto assim. acabei remudando de escola (as mudanças de escola são narrativa para outra ocasião).
joguei tênis durante dois anos. mudei de professor e, por não gostar do outro, me revoltei. levei uma bolada no olho e minha carreira acabou de novo.
mas continuei A-DO-RAN-DO esportes. assito a jogos, acompanho copas, não desgrudo os olhos no panamericano! enfim, adoro toda coisa de respresento-um-país-me-superando-afu! e toda vez que toca o hino do brasil, depois de ganahrem e estarem recebendo a medalha, eu me emociono... com direito a arrepios patrióticos.
nessas olimpíadas eu passei vergonha, na verdade. esportes em que o brasil não só era favorito como tem "escola", como o vôlei de praia e o vôlei, me decepcionaram. sem falar da queda de bunda do diego hypólito e as "pisadinhas" para fora de daiane dos santos... totalmente inaceitável! a impressão que deu é que a superação, para os brasileiros, só adianta quando não confiamos neles. vide césar cielo: aparição e paparicação dele só aconteceram durante e depois da prova. ou vocês já tinham ouvido faalr um monte dele como escutam do ronaldinho gaúcho?
o brasil não pode se achar favorito. fez direito em outro lugar, se ferrou na olimpíada. em vez de pensar: "vou lá e quebro TUDO", os times favoritos do brasil vão lá e são quebrados (como o futebol masculino que comeu bola com a argentina e o feminino, que depois de ganhar tudo, surpreendeu perdendo...). o brasil tem a mania de surpreender ganhando, quando não tem chance, e perdendo quando é favorito!
e, para completar, o complexo de inferioridade é tão grande que comemoramos tudo como ouro. bronze vale ouro. prate vale ouro. quarto lugar? é ouro! chegou entre os 25 primeiros? é ouro!!! ficou em último na final por equipes na ginástica? meu deus, É OUROOOO!
no dia em que os atletas brasileiros aprenderem que ouro é ouro, prata é prata, bronze é bronze, e, abaixo disso, nem no pódio sobe, talvez se dediquem um pouco mais. porque para aluns brasileiros a parte superando-afu não existe no respresento-um-país-me-superando-afu!
o post acima é apenas um desabafo de alguém que adora ver esportes, mas odeia ver o brasil sendo palhaço, evento narrado, ainda, por galvão bueno, o irritante!
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
minicontodesabafo: a professorinha
- mas, professora, a senhora parece tão jovem... - disse o aluno um pouco preocupado.
- pois é...
- que idade tem? - indagou outro.
- tecnicamente ou na prática? - a professora perguntou, com os olhos firmes.
- como assim?
- bom, tecnicamente eu tenho menos 150 anos.
silêncio com doses cavalares de dúvida e incrença.
- é... eu vim do futuro, na verdade. vou nascer às 4h da manhã do dia 5 de novembro de 2158.
- co- co- como assim?
- na prática, eu devo estar com meus 2523... faço 2524 em novembro.
a professora disse assim. sem nem pestanejar!
- entenderam a dirferença? tecnicamente, eu ainda não nasci. na prática, estou na metade do meu terceiro milênio.
ela sorri. e o sorriso da professora era sincero. assustadoramente sincero.
- ma- ma- mas... a enhora não pode ser do futuro... isso é impossível! - um dos alunos desesperados disse.
- e, se fosse possível, com 2500 anos-
(interrompido)
- 2523, por favor!
- com 2523 anos, a senhora deveria ser pó, um cadáver enterrado... mortinha da silva!
- é! - fez-se o coro - MORTINHA DA SILVA!
- ah! mas no futuro não se morre mais de velhice... não tem essa de chegar a uma idade e ficar enrrugadinho, doente e morrer.
silêncio mais incrédulo ainda.
- em algum momento nesses 150 anos, não me lembro bem quando, porque nunca fui muito boa com história... mas, enfim, em algum momento nesses 150 anos, procurando a cura pra uma doença neurológica, mal de alzeimer, creio eu, eles descobriram uma forma de regenerar todas as células. inclusive, os neurônios. ninguém mais morre de velho, ninguém mais morre senil... foi em 2110, acho eu. nem era nascida! (ri)
o silêncio inrédulo fica insuportável.
- claro, tem um jeito de morrer - afirma a professorinha - mas só se alguém te matar. como não tem mais crimes assim, todo mundo vive feliz.
- professora, do que tu tá falando???
- ué, de que ninguém morre mais no futuro. e todo mundo é sempre jovem. é como aquele filme supervelho... Highlander, acho eu. só que sem os caras maus e sem aquela coisa de arrancar a cabeça, sabem?
- não, não... - disse um.
- ah! esse filme é bem velho. nem é da nossa época! - completou outro.
- pois é...
- que idade tem? - indagou outro.
- tecnicamente ou na prática? - a professora perguntou, com os olhos firmes.
- como assim?
- bom, tecnicamente eu tenho menos 150 anos.
silêncio com doses cavalares de dúvida e incrença.
- é... eu vim do futuro, na verdade. vou nascer às 4h da manhã do dia 5 de novembro de 2158.
- co- co- como assim?
- na prática, eu devo estar com meus 2523... faço 2524 em novembro.
a professora disse assim. sem nem pestanejar!
- entenderam a dirferença? tecnicamente, eu ainda não nasci. na prática, estou na metade do meu terceiro milênio.
ela sorri. e o sorriso da professora era sincero. assustadoramente sincero.
- ma- ma- mas... a enhora não pode ser do futuro... isso é impossível! - um dos alunos desesperados disse.
- e, se fosse possível, com 2500 anos-
(interrompido)
- 2523, por favor!
- com 2523 anos, a senhora deveria ser pó, um cadáver enterrado... mortinha da silva!
- é! - fez-se o coro - MORTINHA DA SILVA!
- ah! mas no futuro não se morre mais de velhice... não tem essa de chegar a uma idade e ficar enrrugadinho, doente e morrer.
silêncio mais incrédulo ainda.
- em algum momento nesses 150 anos, não me lembro bem quando, porque nunca fui muito boa com história... mas, enfim, em algum momento nesses 150 anos, procurando a cura pra uma doença neurológica, mal de alzeimer, creio eu, eles descobriram uma forma de regenerar todas as células. inclusive, os neurônios. ninguém mais morre de velho, ninguém mais morre senil... foi em 2110, acho eu. nem era nascida! (ri)
o silêncio inrédulo fica insuportável.
- claro, tem um jeito de morrer - afirma a professorinha - mas só se alguém te matar. como não tem mais crimes assim, todo mundo vive feliz.
- professora, do que tu tá falando???
- ué, de que ninguém morre mais no futuro. e todo mundo é sempre jovem. é como aquele filme supervelho... Highlander, acho eu. só que sem os caras maus e sem aquela coisa de arrancar a cabeça, sabem?
- não, não... - disse um.
- ah! esse filme é bem velho. nem é da nossa época! - completou outro.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
work, sweet work
para os desavisados, comecei a trabalhar no colégio de aplicação da ufrgs. e já estou cansada. meu sonho sempre foi ser professorinha, inspirar mentes jovens, fazer do mundo um lugar melhor! e já estou cansada...
em parte, porque ainda não estou dando aula completamente. vou começar de fato, em todas as turmas, a partir do terceiro trimestre (mais ou menos dia 27 de agosto). enquanto isso, eu fico observando os alunos e os professores. e já estou cansada...no fundo, no fundo, eu sei que vou adorar... mas, por enquanto, eu já esou cansada...
domingo, 3 de agosto de 2008
still about the love
What is it? Is it frustrating that you can't be with this person? That there's something keeping you apart? That there's something about this person that you can connect with? And whenever you're near this person, you don't know what to say, and you say everything that's in your mind and in your heart, and you know that if you could just be together, that this person would help you become the best possible version of yourself?
(from Dan in Real Life.... please, watch this movie)
(from Dan in Real Life.... please, watch this movie)
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
365 dias
moro com o milton há 365 dias.
aliás, ontem, fez 365 dias que moro com milton.
a gente comemorou dormindo abraçado... como todos os outros 365 dias.
e hoje acordei com ele me chamando de meu bem... como todos os outros 365 dias.
aliás, ontem, fez 365 dias que moro com milton.
a gente comemorou dormindo abraçado... como todos os outros 365 dias.
e hoje acordei com ele me chamando de meu bem... como todos os outros 365 dias.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
machismo, oras!
ontem, fui obrigada a ir no centro de Porto Alegre. não conheço ninguém que goste de ir ao centro de Porto Alegre. um mundaréu de gente que deixa sua pouca boa educação em casa e anda pelas ruas como se não houvesse amanhã. como se todos eles fossem o carinha do eu sou a lenda e, como não tem mais ninguém na cidade, podem fazer o que bem-bem entender.
mas eu tinha que pagar uma conta e comprar tecidos para as bolsas que estou fazendo. enfim, fui. antes de sair de casa perguntei para o espouso: alguma coisa do centro? ele me pediu um fumo trevo.
para os desavisados (se é que alguém que lê esse blog não sabe quem sou eu e quem é meu digníssimo), divido minha casa e meu amor com um fumante. o que eu posso dizer? infelizmente, acho charmoso o milton fumando. além disso, reza a lenda que ele já acabou com uma namorada enquanto tentava parar de fumar. tenho medo! sendo filha também de uma ex-futura-fumante, o cheiro do cigarro não me incomoda. incomoda a minha rinite, mas é problema dela. o fato é que desde o começo desse ano, o milton decidiu parar de fumar cigarros industrializados e fecha cigarros com o fumo trevo. ele fuma menos (porque tem mais trabalho para fazer os cigarros), o cheiro é menos forte e, acreditamos nós, deve ser um pouquinho menos pior (porque o fumo não recebe tantos tratamentos químicos quanto o cigarro industrializados). minha missão era comprar um fumo, pagar as contas, comprar tecidos e voltar pra casa.
me fui. paguei a conta rapidamente. demorei bastante para comprar os tecidos. e, lá pelas tantas, achei uma tabacaria.
entrei e perguntei: o senhor tem fumo trevo?
o carinha, em seus vinte e poucos anos, olha minha cara profundamente e diz: tenho sim. pra quê?
como assim "pra quê?" amigo? interessa?
olhei para o carinha e disse: pra comprar.
carinha: tem certeza? não quer outra coisa, um cigarro?
eu, indignada: eu quero comprar um fumo trevo. posso? não quero outra coisa, tu tem que me dar o que eu quero.
carinha, com meio sorriso: mas tu sabe o que é o fumo trevo? não é pra ti, né?
eu, subindo nas tamancas: é pra mim sim. que história é essa de tem certeza? eu quero o fumo, vou comprar o fumo. quanto é que é?
carinha abismado: um e oitenta.
eu: tó.
enquanto eu guardava a carteira na bolsa e o fumo na sacola de tecidos, o carinha me olhava com desolação, como se eu estivesse guardando meu pulmão escurecido. saí da loja muito indignada.
quando fui comprar tecido, ninguém ficou me perguntando se eu tinha certeza. quando fui comprar fecho, ninguém perguntou se era pra mim mesmo. qualé? não posso fumar trevo? por que sou menina?
agora andar no centro enquanto os caras falam do meu corpo eu posso? e sem reclamar!
mas eu tinha que pagar uma conta e comprar tecidos para as bolsas que estou fazendo. enfim, fui. antes de sair de casa perguntei para o espouso: alguma coisa do centro? ele me pediu um fumo trevo.
para os desavisados (se é que alguém que lê esse blog não sabe quem sou eu e quem é meu digníssimo), divido minha casa e meu amor com um fumante. o que eu posso dizer? infelizmente, acho charmoso o milton fumando. além disso, reza a lenda que ele já acabou com uma namorada enquanto tentava parar de fumar. tenho medo! sendo filha também de uma ex-futura-fumante, o cheiro do cigarro não me incomoda. incomoda a minha rinite, mas é problema dela. o fato é que desde o começo desse ano, o milton decidiu parar de fumar cigarros industrializados e fecha cigarros com o fumo trevo. ele fuma menos (porque tem mais trabalho para fazer os cigarros), o cheiro é menos forte e, acreditamos nós, deve ser um pouquinho menos pior (porque o fumo não recebe tantos tratamentos químicos quanto o cigarro industrializados). minha missão era comprar um fumo, pagar as contas, comprar tecidos e voltar pra casa.
me fui. paguei a conta rapidamente. demorei bastante para comprar os tecidos. e, lá pelas tantas, achei uma tabacaria.
entrei e perguntei: o senhor tem fumo trevo?
o carinha, em seus vinte e poucos anos, olha minha cara profundamente e diz: tenho sim. pra quê?
como assim "pra quê?" amigo? interessa?
olhei para o carinha e disse: pra comprar.
carinha: tem certeza? não quer outra coisa, um cigarro?
eu, indignada: eu quero comprar um fumo trevo. posso? não quero outra coisa, tu tem que me dar o que eu quero.
carinha, com meio sorriso: mas tu sabe o que é o fumo trevo? não é pra ti, né?
eu, subindo nas tamancas: é pra mim sim. que história é essa de tem certeza? eu quero o fumo, vou comprar o fumo. quanto é que é?
carinha abismado: um e oitenta.
eu: tó.
enquanto eu guardava a carteira na bolsa e o fumo na sacola de tecidos, o carinha me olhava com desolação, como se eu estivesse guardando meu pulmão escurecido. saí da loja muito indignada.
quando fui comprar tecido, ninguém ficou me perguntando se eu tinha certeza. quando fui comprar fecho, ninguém perguntou se era pra mim mesmo. qualé? não posso fumar trevo? por que sou menina?
agora andar no centro enquanto os caras falam do meu corpo eu posso? e sem reclamar!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
als kind: Schlangenmensch
vi hoje, durante a quase-pesquisa-de-campo que fiz, a propaganda do circo de beijing. e me lembrei de uma coisa maravilhosa da infância que estava guardada em algum canto bem escondidinho do meu cérebro lingüista.
quando eu tinha 7 anos de idade, meu sonho de profissão não era ser médica, professora, veterinária, arquiteta ou quaisquer "ser quando crescer" normais. eu queria ser contorcionista. meu sonho era passar o resto da minha vida me enrolando em mim mesma. colocando o pé na cabeça, me dobrando bem no meio, caminhando como uma aranha. e eu treinava. passava horas em casa dando cabalhotas, forçando me enrolar, fazendo "ponte", me equilibrando de várias maneiras.
quando contei para minha mãe meu objetivo de vida, ela me incentivou e disse que eu seria uma ótima contorcionista. naquela altura, depois de meu irmão querer "ser quando crescer" caminhoneiro e a minha irmã querer "ser quando crescer" mãe de doze filhos, acho que mais nada chocava minha mãe. ela só dizia: cuidado pra não cair, guria!
não virei contorcionista. por quê? nenhum circo em que eu fui tinha contorcionistas.
logo, não me animei a fugir com eles.

(Schlangenmensch é contorcionista em alemão. ao pé-da-letra significa "homem serpente". ser contorcionista em alemão é muito mais divertido e metafórico do que em português. talvez, se eu fosse alemã, viraria uma Schlangenmensch. ser uma pessoa serpenteé muito mais legal do que ser uma pessoa pessoa...)
quando contei para minha mãe meu objetivo de vida, ela me incentivou e disse que eu seria uma ótima contorcionista. naquela altura, depois de meu irmão querer "ser quando crescer" caminhoneiro e a minha irmã querer "ser quando crescer" mãe de doze filhos, acho que mais nada chocava minha mãe. ela só dizia: cuidado pra não cair, guria!
não virei contorcionista. por quê? nenhum circo em que eu fui tinha contorcionistas.
logo, não me animei a fugir com eles.

(Schlangenmensch é contorcionista em alemão. ao pé-da-letra significa "homem serpente". ser contorcionista em alemão é muito mais divertido e metafórico do que em português. talvez, se eu fosse alemã, viraria uma Schlangenmensch. ser uma pessoa serpenteé muito mais legal do que ser uma pessoa pessoa...)
terça-feira, 15 de julho de 2008
ainda o dente
a minha dor de dente continua. a dentista falou que é porque tenho mordida cruzada. que eu tenho que usar aparelho e blábláblá. eu tô velha pra essas coisas.
se em 23 anos meus dentes ainda não sabem o lugar deles, não vai ser agora que vou forçá-los a descobrir!
se em 23 anos meus dentes ainda não sabem o lugar deles, não vai ser agora que vou forçá-los a descobrir!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
da série diálogos
ela: a dentista disse que a minha dor de dente pode ser por causa de bruxismo. e me mandou descobrir se há ranger de dentes no meu sono. por caso eu faço isso?
ele: não que eu me lembre mas eu posso prestar atenção.
duas semanas depois
ele: tu não range os dentes. mas descobri outra coisa.
ela: o quê? eu falo? ronco?
ele: quando tu dorme com fome, passa a noite inteira mastigando.
ela: é que daí eu só sonho com comida.
só aqui em casa diálogos assim acontecem. mais da série tem por aí, perdidos pelo blog.
ela: o quê? eu falo? ronco?
ele: quando tu dorme com fome, passa a noite inteira mastigando.
ela: é que daí eu só sonho com comida.
só aqui em casa diálogos assim acontecem. mais da série tem por aí, perdidos pelo blog.
terça-feira, 1 de julho de 2008
ar completamente condicionado no ônibus
cheguei à conclusão de que ônibus com ar-condicionado é história para contribuinte dormir. warum? visualizem:
janeiro. 40ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado nunca é suficiente para o número de pessoas que estão no ônibus. o que acontece? mais calor... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
agora estamos em junho. inverno. peço, mais uma vez, para visualizarem:
junho. 10ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado quente só torna mais quente o ônibus fechado com aquele calor humano insuportável. dá vontade de tirar a manta, o casaco, a touca, a luva, a polaina, a meia calça, a saia, o blusão e ficar só de calcinha e segunda pele! um monte de calor para depois pegar vento frio... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
enfim, há estação em que ônibus com ar-condicionado seja útil? não... logo:
janeiro. 40ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado nunca é suficiente para o número de pessoas que estão no ônibus. o que acontece? mais calor... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
agora estamos em junho. inverno. peço, mais uma vez, para visualizarem:
junho. 10ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado quente só torna mais quente o ônibus fechado com aquele calor humano insuportável. dá vontade de tirar a manta, o casaco, a touca, a luva, a polaina, a meia calça, a saia, o blusão e ficar só de calcinha e segunda pele! um monte de calor para depois pegar vento frio... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
enfim, há estação em que ônibus com ar-condicionado seja útil? não... logo:
ÔNIBUS + AR-CONDICIONADO = CONVERSA PRA CONTRIBUINTE NANAR!
conforme demonstrado acima...
conforme demonstrado acima...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
let's research, baby!
sim, eu faço pesquisa. não, não. não estou tendo um momento sociolingüistametidinhaamegapesquisadoraCNPqnível1000! não! eu fiz pesquisa pra reavivar meu blog.
em primeiro lugar, eu procurei uma imagem bem hires e bem rosa pra colocar por aí! bom, bom... achei várias. no princípio, quase coloquei monet, que de longe é um dos meus pintores prediletos. e, em certos momento, ele usa aquele tom de rosa que só vejo hoje em dia em calcinhas e algodão-doce. nunca em pinturas que se levam e que nós deveríamos levar a sério. mas o monet não ficou porque o quadro que eu queria, não achei em tamanho decente (ele encabeça o post, só para constar).
daí, ainda procurando algo bem hires e bem rosa me deparei com um link relacionado a pink art. sim, um site só com arte rosa. e lá se encontra de tudo, até os monet algodão-doce. no arte rosa, encontrei essa beleza de figura que embeleza o blog. o pintor é edgar degas (deve-se ler degá... será?) . francês, como o monet. impressionista, também como o monet. gostei. bem hires e bem rosa. deveras relevante.
lá pelas tantas, antes de encontrar as danseuses e o eddie, fui lá ver o que diabos era o ruído rosa. que o ruído pode ter cor, a gente até já sabia. o ruído branco é citado bastante. mas que o ruído é multicolorido ah! isso foi meio surpreendente. não que eu entenda o que eles querem dizer quando dizem que
o mais imbecil é que eu deveria adivinhar que era um ruído colorido mesmo. se não fosse, pra que o pato fu ia falar em ruído rosa? por que eles teriam uma música chamada ruído rosa? enfim, pelo menos, daí, encontrei o blog da fernanda takai (que é uma delicinha de ler e de ouvir) e o blog do john (em parceria com o colega rubs troll).
enfim... let's research more, baby! porque assim se movem as rodas da internet!
em primeiro lugar, eu procurei uma imagem bem hires e bem rosa pra colocar por aí! bom, bom... achei várias. no princípio, quase coloquei monet, que de longe é um dos meus pintores prediletos. e, em certos momento, ele usa aquele tom de rosa que só vejo hoje em dia em calcinhas e algodão-doce. nunca em pinturas que se levam e que nós deveríamos levar a sério. mas o monet não ficou porque o quadro que eu queria, não achei em tamanho decente (ele encabeça o post, só para constar).
daí, ainda procurando algo bem hires e bem rosa me deparei com um link relacionado a pink art. sim, um site só com arte rosa. e lá se encontra de tudo, até os monet algodão-doce. no arte rosa, encontrei essa beleza de figura que embeleza o blog. o pintor é edgar degas (deve-se ler degá... será?) . francês, como o monet. impressionista, também como o monet. gostei. bem hires e bem rosa. deveras relevante.
lá pelas tantas, antes de encontrar as danseuses e o eddie, fui lá ver o que diabos era o ruído rosa. que o ruído pode ter cor, a gente até já sabia. o ruído branco é citado bastante. mas que o ruído é multicolorido ah! isso foi meio surpreendente. não que eu entenda o que eles querem dizer quando dizem que
o mais imbecil é que eu deveria adivinhar que era um ruído colorido mesmo. se não fosse, pra que o pato fu ia falar em ruído rosa? por que eles teriam uma música chamada ruído rosa? enfim, pelo menos, daí, encontrei o blog da fernanda takai (que é uma delicinha de ler e de ouvir) e o blog do john (em parceria com o colega rubs troll).
enfim... let's research more, baby! porque assim se movem as rodas da internet!
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domingo, 29 de junho de 2008
novo, novinho em folha, novésimo!
finalmente voltei a ter vontade de escrever no meu blog. depois de algumas mudanças na cara dele (ficou bem bonitinho, não acham?), deve deixar claro que o conteúdo vai mudar. enfim não muito porque eu sou eu. mas a pior parte e o que me fez largar o blog era ter que dar de espertinha poeticamente o tempo todo.
pronto! decidi que quando eu quiser xingar, vou poder xingar por aqui tbm... e quando quiser elogiar, vai ser por aqui também...
a única coisa que não vai rolar é falar sobre moda! porque agora teremos o blog da hires sobre moda chamado nugget fashion (qualquer semelhança com a música do cake não, não é mera coincidência).
bem-vindos de novo (se é que há algum leitor aqui)...
pronto! decidi que quando eu quiser xingar, vou poder xingar por aqui tbm... e quando quiser elogiar, vai ser por aqui também...
a única coisa que não vai rolar é falar sobre moda! porque agora teremos o blog da hires sobre moda chamado nugget fashion (qualquer semelhança com a música do cake não, não é mera coincidência).
bem-vindos de novo (se é que há algum leitor aqui)...
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
vinte e dois anos depois...
se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fogão, uns oito anos, dá 14. se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fão sem supervisão, uns 3 anos, dá 11 anos. bom... 11 anos depois eu aprendo a fazer minha sobremesa preferida: arroz com leite. a minha vó faz um arroz com leite ma-ra-vi-lho-so! ontem me ensinou. eu cheguei em casa com 3 litros de leite e fiz. usei só um litro. na verdade, é uma coisa tão fácil que chega a ser triste eu ter passado tanto tempo sem saber fazer. o único porém é o meu medo de provar. sim, ele tá pronto na geladeira e eu to com medo de provar. vai que ficou horrível e eu nunca vou saber fazer arroz com leite no mínimo parecido com o da minha vó. ia ser mais triste! mais triste que não saber fazer de jeito nenhum...
e no fim, esse post não tem nenhuma relevância pra ninguém... pronto!
(mas se alguém quiser a receita, mando por e-mail)
se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fogão, uns oito anos, dá 14. se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fão sem supervisão, uns 3 anos, dá 11 anos. bom... 11 anos depois eu aprendo a fazer minha sobremesa preferida: arroz com leite. a minha vó faz um arroz com leite ma-ra-vi-lho-so! ontem me ensinou. eu cheguei em casa com 3 litros de leite e fiz. usei só um litro. na verdade, é uma coisa tão fácil que chega a ser triste eu ter passado tanto tempo sem saber fazer. o único porém é o meu medo de provar. sim, ele tá pronto na geladeira e eu to com medo de provar. vai que ficou horrível e eu nunca vou saber fazer arroz com leite no mínimo parecido com o da minha vó. ia ser mais triste! mais triste que não saber fazer de jeito nenhum...
e no fim, esse post não tem nenhuma relevância pra ninguém... pronto!
(mas se alguém quiser a receita, mando por e-mail)
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
eu sou assim mesmo sabe? daquele tipinho besta que ninguém entende como chegou aonde chegou sendo fissurada por pulseiras de cristal e sapatinhso de plático, entende? daquele tipo que só ri e fala bobagem e acha jazz uma coisa meio chata e acha björk, apesar de legal, modernê demais pras horas de fossa. eu sou dessa gentinha que acorda rindo e que tem um mau-humor bem-humorado, meio irritadinho poodle, que late pra tudo. pois é... eu sou besta!
domingo, 19 de agosto de 2007
ainda não me reconheço nem um pouquinho na casa. onde minha influência foi maior, as caixas ainda não desmanchadas tapam tudo o que eu fiz de diferente... eu me reconheço nos olhos dele, nos "meu bem" que ele pronuncia. principalmente porque ele diz que pra ele, antes dos meus cheirinhos, era "que merda é essa de meu bem" e que eu mudei tudo. virei meu bem do que não pronunciava meu bem. mas me reconheço menos no espelho do banheiro, não acredito que durmo e acordo aqui não porque era melhor hoje, mas porque é minha casa. minha e dele, nossa, tua e minha (aquele friozinho subindo na espinha)... uma das primeiras coisas que a gente vai chamar de nossa!
sábado, 18 de agosto de 2007
sábado, 11 de agosto de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
metapost
eu ando até envergonhada de deixar isso assim... vazio, sem mim, sem ninguém que o ampare. e sem um template decente, é óbvio. última-mente, tenho me sentido assim, cansada sabe? letrada demais, com letra de mais, com letramento demais dentro da cabecinha pouca e apaixonada. o saco é que ando querendo só tricotar, dançar, abraçar, bordar e costurar...
cansaço do mestrado, da vida, da carreira ou um sinal de que devo juntar tudo e ir embora sei-lá-pra-onde-pra-nem-eu-saber-de-mim?
cansaço do mestrado, da vida, da carreira ou um sinal de que devo juntar tudo e ir embora sei-lá-pra-onde-pra-nem-eu-saber-de-mim?
domingo, 20 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
às vezes, quase sempre, no meio da noite, ele me acha... me acha e me abraça como se não estivéssemos na mesma cama... me acha e me beija como se fizesse mais de milanos que não nos vemos... ele me acha, me abraça, me cheira, me beija e adormece mais abraçado do que nunca, como se tivesse achado o que sempre procurava...
terça-feira, 8 de maio de 2007
"
A culpa foi minha, chorava ela , e era verdade, não se podia negar, mas também é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nela a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegarámos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito passar
"
Ensaio sobre a cegueira
Saramago
A culpa foi minha, chorava ela , e era verdade, não se podia negar, mas também é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nela a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegarámos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito passar
"
Ensaio sobre a cegueira
Saramago
sábado, 14 de abril de 2007
terça-feira, 10 de abril de 2007
sábado, 24 de março de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
da série: aprendi uma coisa nova hoje
Sociolingüística francesa = Análise do Discurso + Dialetologia
sexta-feira, 9 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
ter uma boa vida é...
Ir dormir com o Milton
Acordar com ele indo pra aula de japonês
Fazer, como primeira tarefa do dia, uma discussão sobre alternância de código
E chegar em casa e comer cuca de morango com requeijão de Santa Maria do Herval ("coletada" durante a pesquisa de campo)
Acordar com ele indo pra aula de japonês
Fazer, como primeira tarefa do dia, uma discussão sobre alternância de código
E chegar em casa e comer cuca de morango com requeijão de Santa Maria do Herval ("coletada" durante a pesquisa de campo)
domingo, 25 de fevereiro de 2007
carta à senhora lagartixa
querida senhora lagartixa protetora,
Eu sei que a senhora é muitíssimo ocupada e que não posso pedir favores maiores dos já realizados pela senhora. A senhora me protege de aranhas, baratas e quaisquer outros seres vivos que todos os dias tentam invadir e contaminar meu humilde lar. Em sua parede laranja cativa, no pátio exterior, eu sei que a senhora zela por mim e pela minha casa.
O que eu precisaria era me livrar de algumas pessoas. Não muitas. Apenas aquelas que mais incomodam, a senhora sabe. Aquelas que me fazem mal, me fazem chorar e, mesmo assim, seriam um ótimo lanchinho.
Aguardo instruções caso o pedido seja aceito.
(em construção)
Eu sei que a senhora é muitíssimo ocupada e que não posso pedir favores maiores dos já realizados pela senhora. A senhora me protege de aranhas, baratas e quaisquer outros seres vivos que todos os dias tentam invadir e contaminar meu humilde lar. Em sua parede laranja cativa, no pátio exterior, eu sei que a senhora zela por mim e pela minha casa.
O que eu precisaria era me livrar de algumas pessoas. Não muitas. Apenas aquelas que mais incomodam, a senhora sabe. Aquelas que me fazem mal, me fazem chorar e, mesmo assim, seriam um ótimo lanchinho.
Aguardo instruções caso o pedido seja aceito.
(em construção)
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