Mostrando postagens com marcador profissão sorinha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador profissão sorinha. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de maio de 2010

do sobrinho emprestado

meu querido sobrinho emprestado, eduardo, conseguiu ficar de recuperação em artes e educação física.

sendo perguntado: "como?", (afinal, ele passou em matemática-física-química) o moleque me explicou.

- nina, é que a aula de artes é muito chata. daí eu não presto atenção. na prova, tinha que comparar dois artistas que eu não conhecia. então, eu fiz uma comparação entre macgyver e chuck norris...

fui explicar ao moleque que ele pediu pra ficar de recuperação. e, como boa nina-mino que sou, ensinei a seguinte lição:

- a gente só faz esse tipo de piada com quem a gente pode ferrar. quando o outro pode ferrar a gente, o negócio é pisar miudinho. até porque tu não é nem o macgyver, nem o chuck norris.

acho que ele entendeu...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

questão de múltipla escolha

passar o verão em porto alegre é:



a. ( ) saber que a pouquíssimos quilômetros daqui tem praias como tramandaí (beijo pro povinho besta que vai pra tramandaííííííííí), feias, com um mar gelado e que de vez em sempre o mar está com uma corzinha de nescau;

b. ( ) saber que a quilômetros daqui tem praias como bombinhas (beijo pro milton, que em vez de estar em bombinhas pegando aquele bronze, tá em poa terminando a disertação-ão), com um mar delicioso e bem azulzim!!!!!!!!, mas que tu não tem dinheiro para ir;

c. ( ) tomar banho nas praias do guaíba em ipanema e sair de lá sem toda a sua pele e com um terceiro olho no meio da testa (beijo poluição!!!);

d. ( ) chegar até a ipiranga e sentir aquele cheiro maraaaaaaaaaaaaaaa que vem do dilúvio nessa época do ano junto com a cascata de copos de iogurte (beijo poluição!!! [2]);

e. ( ) todas as alternativas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

da mudança de profissão (ou seria "professão"?)

não me considero um professora ruim. aliás, me considero uma boa professora, visto que mantenho uma boa relação com os alunos e, de certa forma, ensinei para eles muito mais que conjugação verbal. gosto de acreditar que formo pessoas e não máquinas.

mas: deu pra mim. cansei de ser sorinha, baby...

há muitos posts atrás eu disse que pensava em deixar de ser professorinha e virar estilista de vez. pensei nesses dias, depois do tsunami de fim de ano que revirou a minha vida (entendo, de um jeito estranho, o que é perder tudo e se sentir sem rumo). pensei muito. tentei achar o que me incomodava em mim. achei!

a gente tem que fazer o que gosta. e, quando o que mais se gosta num trabalho é aquilo que não deveria (como ir embora, por exemplo), é que alguma coisa tá errada. meus alunos que me perdoem, mas tenho aguentado tudo por eles, pra eles... quando a gente fica doente boa parte do ano, isso também não é um bom indício!

decidi e pronto! moda sempre foi o que fez meu coraçãozinho-minotauro bater de um jeito bom. sempre foi aquilo pra que as pessoas acham que eu tenho talento.

então, tá. fashionista de vez. novidades serão apresentadas, conforme forem sendo confirmadíssimas.

e nem adianta ameaçar "se afogar em copinho de coca-cola" quando ver que não vai mais ser aluno da sora hires. eu posso ensinar perfeitamente como usar duas peças estampadas, tá?

só um último sentimentalismo: a todos os alunos maravilhosos que atravessaram meu caminho, não vou esquecer o que aprendi com vocês, tá? porque, ao contrário do que dizem, ser professora é aprender junto, não ensinar; é tentar encontrar respostas pra perguntas que eu nunca pensaria se não fossem os meus "xuxus" a me fazerem parar pra pensar; é formar gente que te desafia...

(ok, tá parecendo o comercial do mec, eu sei...)

por último, só queria deixar bem claro que ainda quero fazer outro mestrado (em sociologia dessa vez) e doutorado. não percam as esperanças de me ver longe!

terça-feira, 28 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 4

a gente sabe

que é a professora estranha

quando as colegas olham pra ti e dizem:

- mas tu é a cara da cidade baixa, né?

quinta-feira, 9 de abril de 2009

eu não sei rezar!

hoje houve celebração de páscoa na escola em que trabalho.

apesar de dizerem que a celebração era ecumênica, eu me senti um peixe fora d'água. quem mandou ser filha de cigana, não ser batizada, não saber nenhum canto católico, não ouvir rádio evangélica, não saber fazer o sinal da cruz e, ainda por cima, acreditar que a morte de cristo é meio farsa?

fiquei de braços cruzados, não me emocionei...

porque meus pais me ensinaram que páscoa é quando a gente comemora que o outono chegou,* que a gente tá junto e que pode ter brinquedo dentro do ovo de páscoa!

achou ruim?

fala qualquer coisa que te processo por preconceito, tá???

*e comemora tirando todas as roupas de inverno de dentro da mala, de baixo da cama e lava!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 3

se existe sambista de apartamento

e antropólogo de gabinete

existe o professor de quadro branco, que não quer sujar a mão de giz!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 2

- e tu tem mestrado?
- sim... terminei há pouco tempo.
- hum... em que tu fez?
- em lingüística aplicada.
- hein?
- eu trabalhei a narrativa. com o vigotsky...
- vioquÊ?
- vigotsky. o cara do construtivismo.
- construtivismo?
[terceira pessoa entra na conversa]
- sim. aquele em que o aluno vai construindo o conhecimento autonomamente.
- construindo o conhecimento? o aluno? não entendo como isso é possível!

e eu pensei: o que eu tô fazendo aqui? ou melhor: o que tu, querida, tá fazendo aqui?

sábado, 4 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 1

escutando na minha nova escola
(porque agora, no novo emprego, eu ando escutando mais do que falando)

- os alunos não sabem escrever!
- os alunos não sabem ler!
- ELES NÃO TÊM LIMITES!!!

e eu pensando.

os alunos não vão saber escrever se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos não vão saber ler se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos são como todo mundo: respeitam se forem respeitados.


enfim, no dia em que eu quiser/tiver alunos que não precisem de mim,
mudo de profissão...