Mostrando postagens com marcador alunos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alunos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

da mudança de profissão (ou seria "professão"?)

não me considero um professora ruim. aliás, me considero uma boa professora, visto que mantenho uma boa relação com os alunos e, de certa forma, ensinei para eles muito mais que conjugação verbal. gosto de acreditar que formo pessoas e não máquinas.

mas: deu pra mim. cansei de ser sorinha, baby...

há muitos posts atrás eu disse que pensava em deixar de ser professorinha e virar estilista de vez. pensei nesses dias, depois do tsunami de fim de ano que revirou a minha vida (entendo, de um jeito estranho, o que é perder tudo e se sentir sem rumo). pensei muito. tentei achar o que me incomodava em mim. achei!

a gente tem que fazer o que gosta. e, quando o que mais se gosta num trabalho é aquilo que não deveria (como ir embora, por exemplo), é que alguma coisa tá errada. meus alunos que me perdoem, mas tenho aguentado tudo por eles, pra eles... quando a gente fica doente boa parte do ano, isso também não é um bom indício!

decidi e pronto! moda sempre foi o que fez meu coraçãozinho-minotauro bater de um jeito bom. sempre foi aquilo pra que as pessoas acham que eu tenho talento.

então, tá. fashionista de vez. novidades serão apresentadas, conforme forem sendo confirmadíssimas.

e nem adianta ameaçar "se afogar em copinho de coca-cola" quando ver que não vai mais ser aluno da sora hires. eu posso ensinar perfeitamente como usar duas peças estampadas, tá?

só um último sentimentalismo: a todos os alunos maravilhosos que atravessaram meu caminho, não vou esquecer o que aprendi com vocês, tá? porque, ao contrário do que dizem, ser professora é aprender junto, não ensinar; é tentar encontrar respostas pra perguntas que eu nunca pensaria se não fossem os meus "xuxus" a me fazerem parar pra pensar; é formar gente que te desafia...

(ok, tá parecendo o comercial do mec, eu sei...)

por último, só queria deixar bem claro que ainda quero fazer outro mestrado (em sociologia dessa vez) e doutorado. não percam as esperanças de me ver longe!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 3

se existe sambista de apartamento

e antropólogo de gabinete

existe o professor de quadro branco, que não quer sujar a mão de giz!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 2

- e tu tem mestrado?
- sim... terminei há pouco tempo.
- hum... em que tu fez?
- em lingüística aplicada.
- hein?
- eu trabalhei a narrativa. com o vigotsky...
- vioquÊ?
- vigotsky. o cara do construtivismo.
- construtivismo?
[terceira pessoa entra na conversa]
- sim. aquele em que o aluno vai construindo o conhecimento autonomamente.
- construindo o conhecimento? o aluno? não entendo como isso é possível!

e eu pensei: o que eu tô fazendo aqui? ou melhor: o que tu, querida, tá fazendo aqui?

sábado, 4 de abril de 2009

notas aleatórias sobre educação - parte 1

escutando na minha nova escola
(porque agora, no novo emprego, eu ando escutando mais do que falando)

- os alunos não sabem escrever!
- os alunos não sabem ler!
- ELES NÃO TÊM LIMITES!!!

e eu pensando.

os alunos não vão saber escrever se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos não vão saber ler se ninguém tiver paciência de ensinar.
os alunos são como todo mundo: respeitam se forem respeitados.


enfim, no dia em que eu quiser/tiver alunos que não precisem de mim,
mudo de profissão...

sábado, 27 de dezembro de 2008

thanks giving (ou agradecendo a vida que tenho)

2008 não foi um dos melhores anos. deve ter sido o ano em que mais perdi a fé... em que mais perdi a razão... e em que mais perdi.

tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.

meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.

e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...

mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.

se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.

e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.

e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.

obrigada!