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sexta-feira, 4 de junho de 2010

da profissão de revisora

não que eu ache que alguém vá ler esse blog procurando algo como "quero ser revisor de texto... o que esperar da profissão?"

afinal, ninguém de bom senso sonha em ser revisor. mas eu gostaria de dizer o que diabos eu faço da minha vida.

ser revisor é lidar com o erro. em primeiro lugar, o erro do outro. seja por falta de atenção, seja por desconhecimento, seja por pressa, seja por preguiça, seja por estilo, seja por "humanidade". everybody mistakes. o trabalho do revisor é trabalhar com o erro dos outros e tentar fazer isso da maneira melhor possível. e é aqui que mora o problema.

se errar é humano e o revisor é um ser humano, o revisor tem que lidar, em segundo lugar, com o erro dele mesmo. como assim, hiiiires? ora bolas, o bom revisor, o cara que faz tudo redondinho, é aquele que sempre desconfia de si mesmo. e eu to falando sério.

o revisor sabe-tudo sempre e eu repito sempre saberá dos erros que conhece. aparece qualquer coisa que ele nunca viu na vida e pronto: ele errará! o revisor é o cara que pesquisa, olha no dicionário toda hora, acha o volp o livro do século e o google o pai da humanidade... o revisor é o ser que desconfia de tudo, até do especialista.

ser revisor é o trabalho mais infeliz porque o erro rodeia. mas também às vezes parece que há um leprechaum que protege o pc de toda raça e que dá um estalinho, que chama pro dicionário, que desconfia do hífen ou do acento.

no meu caso, ser revisora também significa passar, além das 8 horas normais, muitas horas extras em cima do salto e maquiada, sem perder a classe do erro.


***

aos anônimos:
saibam que eu não costumo responder nada, mas essa merece...

o blog é meu e eu falo do que eu quiser.
se não quer ler, deleta do histórico, honey...
thanks!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

notas esparsas com títulos individuais

da família

que mãe manda pro e-mail do trabalho da filha uma mensagem com palavrão?

sim, a minha!

alugando um apartamento estou eu. e meus pais estão asinando os papéis em conjunto comigo, pois o meu contrato e a minha carteira assinada saíram tarde demais.

então, no dia em que visitei o meu futuro lar, perguntei se podia ter gatinhos e recebi um sim veemente como resposta. eis que no contrato havia uma cláusula que dizia expressamente que esses animais não poderiam habitar o prédio.

porém, meus pais somente viram tal absurdo quando fora assinar o bendito papel na capital federal às vésperas de sua décima quarta lua de mel.

mamis, em sua sapiência, me ligou no domingo, às 23h, me pedindo para resolver o problema. eu, que acabara de chegar do trabalho (é... no more life, babies), avisei que não poderia resolver nada naquele momento e pedi que me mandasse um e-mail com o número da imobiliária para resoluções no próximo dia útil em horário comercial. e ela ainda soltou a piadinha: "qualquer coisa, eu fico com os filhotes!" (ela desenvolveu adoração pelos felinos)

às 14h chega um e-mail de autoria da minha progenitora dizendo que eles resolveram tudo. e com a seguinte frase:

"A imobiliária disse que não tem problema. mas pede uma autorização por escrito porque se eles nos FUDEREM (caixa alta minha) depois com multa, não vão poder!"

alguém me responde: como eu ainda sou uma pesso trabalhadora, honesta, querida, casadoura?? como eu não virei a amy?? como eu não estou jogada numa poça de lama?? hein? hein? como eu ainda me formei, fiz mestrado e trabalho honestamente pra me sustentar??

beijo, mamis! te amo, viu? boa lua de mel em teresina!

(eu sei que ela lê e ADORA esse blog!)

***

da troca de peso

hoje precisávamos de um antropólogo. eu, boa pessoa que sou, me lembrei de uma pessoa má que eu conheço que quase terminou o mestrado em ciências sociais (como quase terminou tudo na vida) e indiquei. e avisei: "só não digam que fui eu que indiquei porque ele não vai aceitar..."

ainda por cima perguntei: "esse cara aí tá me devendo uma grana preta... posso ficar com a grana que ele ganhar?" claro que não foi a resposta.

burro que é, não atendeu o telefone. perdeu de ganhar alguns bons reais.

bem informada que sou também fiquei sabendo que ele anda desfilando com uma criatura que dá o triplo de mim na época em que eu dava o triplo de mim. não que isso seja exatamente problema meu e não que isso me dê algum tipo de recalque.

até porque esse tipo de coisa deixa a gente mais pra baixo. leo, meu amado comparsa de trabalho, diz que quando a gente é trocado por alguém muito melhor a gente pensa "ui, sou gato(a)!", mas por alguém pior a gente pensa "credo, sou assim????"

bom, altruísta fui. besta ele foi.

agora que eu sobro nas roupas, estou mais bonita, mais elegante, estou num emprego chique e desfilo pela paulista... a única coisa que posso pensar é que o moço fez uma troca de peso. e perdou uns mil e quinhentos reais de birra.

coitado dele. não de mim...

***

da saudade

e o beijo-mino de hoje vai para...

duana e gláucia que me ligam meio alcoolizadas em plena sexta-feira ME MATANDO DE INVEJA enquanto eu estou ME MATANDO DE TRABALHAR!
vacas, eu sou um playstation com sentimentos e eu amo vocês! very very much!

momento clichê passou. aperta o start que eu volto a não ter um coraçãozinho para o mortais...

terça-feira, 25 de maio de 2010

da novidade

ganhei, finalmente, uma mesa no trabalho...

com direito à vista pra paulista do décimoterceiro andar...

arruda, daqui pra frente, é só plantinha pra tirar o mau olhado!

domingo, 23 de maio de 2010

da troca

meu reino por uma massagem

meu reino por uma massagem e um homem bonito

meu reino por uma massagem, um homem bonito e, depois, 12 horas de sono ininterruptas...

(continue a frase...)

sábado, 22 de maio de 2010

da utilidade dos homens

decidi que preciso de um namorado...

e que preciso de um namorado por dois motivos.

a) pra ele me dar uma melissa lady dragon iv, com lindas cerejinhas em cima.

b) depois de uma semana de horas extras (eu saio, teoricamente, do trabalho às 17h30 e tenho saído às 23h todos os dias), ganhar uma massagem quando eu chego em casa não teria preço!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

do trabalho

porque, como diria o flor* (amado colega de trabalho), dormir oito horas é para os fracos!

ter vida social é para os sortudos...

e trabalhar tanto é uma delícia!


*flor é apelido, óbvio! mas que ele é uma flor de pessoa, ele é...