sábado, 27 de dezembro de 2008

thanks giving (ou agradecendo a vida que tenho)

2008 não foi um dos melhores anos. deve ter sido o ano em que mais perdi a fé... em que mais perdi a razão... e em que mais perdi.

tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.

meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.

e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...

mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.

se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.

e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.

e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.

obrigada!

a volta nem sempre é boa

normalmente, quando eu volto a escrever desesperadamente não é bom sinal...

mas bem que eu poderia reativar isso aqui só pra melhorar a minha solidão de morar (de novo) sozinha...

reativado, então!