quarta-feira, 14 de junho de 2006

borbulhas, borbulhas, querido

borbulhas enquanto podes borbulhar

só não me venha cheio de juras

juras borbulhantes que só me fazem chorar

domingo, 11 de junho de 2006

não que te ter seja impossível

improvável, incrível!

mas você é um daqueles vícios inaceitáveis

insustentáveis, insensatos!

daqueles que a gente passa a vida inteira se arrependendo,

se corroendo, se perguntando por que se quer mais!



ou se perguntando se a gente não é demais pro vício...

sexta-feira, 9 de junho de 2006

quase como que de propósito também

quando a gente chora

não vê ombors ao redor

segunda-feira, 5 de junho de 2006

e na família é assim:

a roda gira gira gira

e aos vinte e um

se tem vinte e um e um

sexta-feira, 2 de junho de 2006

exercício de alteridade:

se eu fosse o pelé, tomava café
se eu fosse o tostão, tirava o calção
se eu fosse o dario, pulava no rio
se eu fosse garrincha não pulava não!

quarta-feira, 31 de maio de 2006

ela disse assim:

é porque é!

terça-feira, 30 de maio de 2006

entreguei o que nunca se entrega:

entreguei o que eu pensava

decodifiquei minhas criptas

descobri os olhos não teus

e mais: entreguei a desilusão!
(quase que te dei um pouco de mim)

segunda-feira, 29 de maio de 2006

anda me batendo um desespero como de menina mal-amada
comida mal-mastigada

coisa de quem não quer que nada cresça dentro de si

sábado, 27 de maio de 2006

quase como que de propósito

quando a gente sorri

vê caras feias ao redor

quarta-feira, 24 de maio de 2006

eu sempre me apego ao errado: não ao torto, ao que pode ser endireitado... é sempre ao errado e errado de vez.

ao que fala o que não se deve falar e está sempre aqui de verdade por pouco tempo...

ao que não sabe falar e está aqui por muito tempo mas se vai logo...

e, principalmente, ao que sempre quer ir embora, mesmo que deixe meus olhos cheio de mágoas...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

fazer rima pra brincar de amor...

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Caminhar na chuva é como passear em um choro. De felicidade, de tristeza, não importa. Pisar nas poças é como ver junções de alegria de quem se renova ou mágoas de quem já se desidrata frente aos pingos...

Caminhar na chuva é quase como ver um pouco de sentimentos na vida... Dos mais sinceros aos insinceros...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

péssimo poema

pra quem, via de regra,

procura luz com as mãos

terça-feira, 16 de maio de 2006

não é que eu seja contra o nadá

o corrê

o falá

o sorri

o buscá

o fazê

o tentá

o andá

o viajá

eu sou contra o canadá!

domingo, 14 de maio de 2006

Uma das maiores qualidades? O altruísmo. Aquela vontade de ajudar quem quer que seja. E se não der: remorso, culpa, sentindo como a maldade personificada em cabelos escuros.

Mas, ultimamente, tenho me visto egoísta... com vontade de agarrar uma coisa, trancafiá-la, amarrá-la no pé da cama... Alimentando pra ser só minha!

sábado, 13 de maio de 2006

Ruído Rosa

toda vez que tento me perder

acabo me encontrando perto de você

pode me dizer

você faz isso por querer

tento o mar
que leva e traz sem parar
seu ruído rosa me comove
me faz lembrar
que o amor é estranho
que o amor não quer saber

toda vez que tento me perder

acabo me encontrando perto de você

pode me dizer

você faz isso por querer

tento a tv
o dolby-surround a transforma
num show sem igual
pois afinal
o amor é estranho e sem forma
o amor é anormal



(A pedidos o motivo do nome)

sexta-feira, 12 de maio de 2006

bêbada e burra, eu me dizia

enquanto o despertador não tocava

e o remorso me doía

quinta-feira, 11 de maio de 2006

meu corpo faz complô: quando paro de roer as unhas, elas crescem. Daí, elas quebram...

quarta-feira, 10 de maio de 2006

quase como que por instinto, durante o último raio x, quase que perguntei: e ele é feliz mostrando as fraturas das pessoas?

e imaginei a moça respondendo que às vezes... em dias de mau-humor, ele se agradava de ver pernas e braços quebrados ao meio!

terça-feira, 9 de maio de 2006

quase como que por instinto, durante o segundo raio x, quase que perguntei: e dá pra mostrar pros outros pra eles saberem o que se passa aqui dentro?

e imaginei a moça respondendo: não... abre a boca e fala, estúpida, antes que as coisas nunca mais esperem por ti!