quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Não há lugar como o nosso lar...

Como diria Dorothy, depois de sofrer o pão que o diabo amassou nos malditos tijolinhos dourados, batendo os calcanhares vestidos em sapatinhos vermelhos de lantejoulas brilhantes bem unfashion, NÃO HÁ LUGAR COMO O NOSSO LAR. Depois de quase um mês viajando, primeiro no interior do Rio Grande do Sul (um ovo de cidade chamada Três de Maio, onde meu irmão reside), depois pra terrinha (Brasília, a capital federal), eu nunca pensei que ficaria tão feliz de ver o Guaíba. É, eu ando me rendendo... Imagina se eu ia prefirir chegar em Porto Alegre a ficar em Brasília. Desculpa ou não, o fato é que eu estava com saudades das minhas coisas. Não da cidade, mas das minhas coisas. Meus livros, meus cds que não foram, as roupas que ficaram, os sapatos que estavam na lembrança, minha cama, meu quarto, meus amigos, minha irmã, meu sobrinho, minha tv.... Enfim, não era saudade de Porto Alegre, não era e ponto!

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Assuntos mais interessantes que as unhas?

Eu os roí todos!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Conjunto de frases entendíveis e outras nem tanto

Push me! Não, não pra essa esquerda, a outra esquerda! Fiz isso sim, e daí? Não, eu não cái nem me atirei... isso não foi uma queda. Sorry, it's all that you can say. You can't say... Não, o butraco é mais embaixo. Eu grito, me escabelo e todo mundo me atende. As unhas não caem assim, do nada. Arranca-te daqui. Alicate rosa, alicate rosa. Foi, foi só o dente que te partiu... Não pariu! De repente, da tua boca, saiu uma coisa melhor de ouvir. Ei, cuidado! Aí eu ainda sangro. No excuses yet! Foi assim mesmo, e daí? Você sempre dá esses fricotes! E sua mãe também. Calor nunca é demais. O problema é o que eu tenho dentro de mim. Hey, you said you would love to die some. Pois é, não deu. Nem vou ficar aqui, questionando nós dois. Nem esperando, esperando, esp... (shhhh, aí eu ainda sangro).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Cinco vezes sim
E um não sonoro
Várias vezes não
E um sim escuso
Vinte vezes nunca
E mais um vez em mim
Que não posso deixar de tocar
Uma campanhia com seu nome

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Unhas

Sempre me foi muito caro o fato de ter parado de roer unhas. Imagina: desde que as tenho, eu as colocava na boca e arrancava meticulosamente seus pedacinhos. Aos 14 anos, decidi mudar. Comecei a não comê-las. Sim, de um dia pro outro. Parei! Como quem para de fumar.

Como todo viciado, parei do nada, depois de tentativas frustradas com vários artifícios. Ameças de úlceras no estômago, pimenta (o que, eu acho, me trouxe o gosto por um pouquinho dela na comida), esmaltes com gostos terríveis (depois de uns dias os comendo juntamente com as unhas, os gostos eram, por fim, agradáveis). Enfim, parei como quem desaprende um vício.

A verdade é que vivo uma mentira. Todo o narrado acima é uma ilusão criada para que eu, no fundo da minha alma orgulhosa, pudesse dizer que tinha me livrado de um vício sujo e feio (principalmente para meninas, que devem ter unhas lindas, grandes, coisas de que nunca fui capaz). Sim, eu não rôo minhas unhas como antigamente, com aquele ardor e furor, como quem gosta de tirar pedaços de si com um pouco de sangue (um pouco, sangue me assusta). Mas, sendo pressionada, irritada, sentindo-me cansada, acabo por dar cabo delas.
O modo de disfarçar e de controlar é cortá-las bem curtas. Daí, eu digo: "Não sei, elas simplesmente não crescem, por isso deixo assim: curtas". Mentira! Elas são tão meninamente curtas para não haver tentação de tirar os pedaços, já que eles não existem. E, quando realmente há a vontade incontrolável de praticamente comê-las (eu não engulo mais... fico mordendo seus pedacinhos até cuspi-los), pego leve. Só lasquinhas, que não fazem falta a ninguém.
No entanto, se perguntam... Parei de roer unhas há muito tempo. elas são curtinhas assim porque são muito fracas e não crescem. Roer unhas? Credo! Hábito mais feio....