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terça-feira, 27 de abril de 2010

woman like a man - ou da essência de abóbora parte 2

em primeiro lugar, todos escutando o lindo damien rice, bitte.



"tá, hires, que isso?", as crianças na sala se perguntam. de novo me deparei com o dilema caetanístico que o mozart (sempre ele) me colocou há anos atrás, que eu redescobri no texto de moda e que o damien rice esfregou na minha cara ontem!

não adianta pintar as unhas, correr de saias, usar fitas no cabelo, falar manso (na maior parte do tempo), usar cremes e perfumes, não sair de casa sem rímel, ser mulherzinha em muitos sentidos: eu sou uma abóbora, eu dei minha alma ao demônio... eu sou uma mulher como um homem!

fujo pra todos os lados... não dá gente...!

e, cada vez que eu converso com alguém (e hoje foi a vez do sábio-exemplar-masculino-canceriano), eu mais me dou conta disso...

eu bebo muito!
eu falo palavrão pra caramba*
eu ajo em relacionamentos que não tem importância pra mim de uma forma infantil**!

eu não sou uma violeta... assim sendo: são raros os estômagos que conseguem aguentar abóbora!
i've given my soul to the devil... assim sendo: tem que ser muito macho pra conseguir suportar minha personalidade***!
e, por último mas não menos importante, i'm a woman like a man... assim sendo: eu ajo como um menininho em ocasiões em que eu deveria surtar e espernear como uma mulherzinha!

doutor, será que tem jeito???


*obviamente, segurei um palavrão aqui!
**a todos os meninos que eu dei meu telefone errado ou que eu disse que iria retornar a ligação e nunca retornei ou que prometi ligar e nunca liguei... i'm sorry! não era a minha intenção partir o coração de vocês...
***o resto da música é redentora: but the devil gave her soul to god... diz o mozart que é verdade e se aplica ao meu caso. to tentando descobrir ainda!

terça-feira, 9 de março de 2010

das questões de belo-belo

chega!

já deu! já senti demais...

é que chega numa hora em que o coração diz chega! chega mesmo. a gente usa demais, ele bate demais, ele geme demais e chega! parou...

tum tum tum tum e pá... pá  -   rou!

e nem adianta mais dizer que na próxima encarnação veio bicho de-não-sentir-dor que não-sentir não é coisa de bicho. eu virei gato... e gato sente mesmo. é só olhar na cara deles. nos olhos deles.

então, não adianta fugir.

mas chega... porque nessa de eu não querer não sentir mais nada, eu acabo sentindo muito.

e o seu bandeira vem cheio de marra pra cima de mim e faz piadinha de belo-belo. fazendo questão de nenhuma escolha; escolha pra eu ter tudo o que quero mas pra eu querer o que nunca tive.

e dizer trinta e três num pneumotórax flamejante no meu vigésimo cigarro saudoso...

putz! sentir falta do que não se tem é pesaroso...

o pior é querer ser um minotauro sozinho no labirinto, desejando ser morto por um único teseu! aquele que eu mino e que me enche de aindas...

terça-feira, 2 de março de 2010

ditados do meu irmão

ultimamente, tenho dito isso pra tanta gente, que sinto uma necessidade de compartilhar aqui.

meu irmãzão mais velho me disse isso num momento desesperador. e ele, com aquela sua calma irritante. naquele seu reverso meu, que falo pelos cotovelos. ele olhou pra mim e disse:

- ziza, conforme o caminhão vai andando, as melancias se ajeitam!


entendido. tá andando. tá se ajeitando. vamos esperar, gente. aguardando.

[não que aguardar seja meu forte, mas... é o que resta, né?]

segunda-feira, 1 de março de 2010

diário paulistano 3.1

eis-me-aqui-again, povo.

e

eis-me-aqui-gripada-de-novo, gente!!!!

agora, coloquem velinha pros santinhos pro planejamento dar certo, tá?

principalmente, as pessoas sábias. adoro gente sábia!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

do mundo que se torna menor (não melhor)

é bem pequeno.

o lugar aonde estou agora é minúsculo. se tornou pequeno mesmo. não é que eu dou um passo e acaba. não é uma questão fisíca-química-biológica-naturalística. ficou pequeno na minha cabeça.

eu, que sempre achei que aprender a reconhecer é bom, comecei a reconhecer que desconhecer é melhor ainda. não quero mais essas ruas pequenas. não quero mais essas casas pequenas. não quero mais a minha cabeça pequena.

quero aprender a me perder de novo.

e daqui a anos, quando aprender a reconhecer o que desconheci uma vez, vou me perder de novo. vou perder meu suco em outro lugar.

achei meu suco em porto alegre; talvez seja a hora de perder suco em outro lugar.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Me adora



não sei o que tenho que fazer pra você admitir
que você me adora
que me acha foda
não espere eu ir embora pra perceber
(pro seguidor anônimo que ainda adora o refrão e ainda adora o blog...)