saio da casa de uma das amigas que mais amo e adoro, depois de horas curtindo seu filho lindo. passo no teatro da hebraica, escuto capoeiristas jogando. pego ônibus na parada ali na frente. sento no banco vazio. na frente de um casal que tinha o seguinte diálogo:
ele - avisou tua mãe que ia dormir fora hoje?
ela - ainda não.
ele - então, liga!
ela - mas eu não vou ligar!
ele - então manda a mensagem agora que eu quero ver!
ela - mando depois...
ele - não! manda agora... tu não fica me mandando fazer o que tu quer na hora que tu quer? então, manda a mensagem agora porque eu quero.
ela - hum...
ele - escrevo pra ti então
ela - (silêncio)
ele - dá que eu escrevo!!!
ela - (entrega o celular)
ele - .... (digitando mensagem)
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - eu vou te mostrar antes. te acalma!
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - "posá" é com z ou s?
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo? (aos berros dessa vez)
ele - vou colocar com s.
ela - me escuta!
ele - te acalma! pronto ó.
(...)
eu desci do ônibus nessa hora.
fui pra casa pensando:
por que as pessoas se metem em relacionamentos completamente paranóicos onde até uma mensagem para a mãe vira motivo para se jogar na cara coisas ou para brigar? deus, as pessoas gostam mais de sofrer em conjunto do que serem feliz em conjunto...
ele - avisou tua mãe que ia dormir fora hoje?
ela - ainda não.
ele - então, liga!
ela - mas eu não vou ligar!
ele - então manda a mensagem agora que eu quero ver!
ela - mando depois...
ele - não! manda agora... tu não fica me mandando fazer o que tu quer na hora que tu quer? então, manda a mensagem agora porque eu quero.
ela - hum...
ele - escrevo pra ti então
ela - (silêncio)
ele - dá que eu escrevo!!!
ela - (entrega o celular)
ele - .... (digitando mensagem)
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - eu vou te mostrar antes. te acalma!
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - "posá" é com z ou s?
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo? (aos berros dessa vez)
ele - vou colocar com s.
ela - me escuta!
ele - te acalma! pronto ó.
(...)
eu desci do ônibus nessa hora.
fui pra casa pensando:
por que as pessoas se metem em relacionamentos completamente paranóicos onde até uma mensagem para a mãe vira motivo para se jogar na cara coisas ou para brigar? deus, as pessoas gostam mais de sofrer em conjunto do que serem feliz em conjunto...
