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segunda-feira, 20 de abril de 2009

por estar só...

saio da casa de uma das amigas que mais amo e adoro, depois de horas curtindo seu filho lindo. passo no teatro da hebraica, escuto capoeiristas jogando. pego ônibus na parada ali na frente. sento no banco vazio. na frente de um casal que tinha o seguinte diálogo:

ele - avisou tua mãe que ia dormir fora hoje?
ela - ainda não.
ele - então, liga!
ela - mas eu não vou ligar!
ele - então manda a mensagem agora que eu quero ver!
ela - mando depois...
ele - não! manda agora... tu não fica me mandando fazer o que tu quer na hora que tu quer? então, manda a mensagem agora porque eu quero.
ela - hum...
ele - escrevo pra ti então
ela - (silêncio)
ele - dá que eu escrevo!!!
ela - (entrega o celular)
ele - .... (digitando mensagem)
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - eu vou te mostrar antes. te acalma!
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo?
ele - "posá" é com z ou s?
ela - o que tu tá escrevendo? tu vai queimar o filme com a mãe... que tu tá escrevendo? (aos berros dessa vez)
ele - vou colocar com s.
ela - me escuta!
ele - te acalma! pronto ó.

(...)

eu desci do ônibus nessa hora.
fui pra casa pensando:

por que as pessoas se metem em relacionamentos completamente paranóicos onde até uma mensagem para a mãe vira motivo para se jogar na cara coisas ou para brigar? deus, as pessoas gostam mais de sofrer em conjunto do que serem feliz em conjunto...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

365 dias

moro com o milton há 365 dias.

aliás, ontem, fez 365 dias que moro com milton.

a gente comemorou dormindo abraçado... como todos os outros 365 dias.

e hoje acordei com ele me chamando de meu bem... como todos os outros 365 dias.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

da série diálogos

ela: a dentista disse que a minha dor de dente pode ser por causa de bruxismo. e me mandou descobrir se há ranger de dentes no meu sono. por caso eu faço isso?

ele: não que eu me lembre mas eu posso prestar atenção.

duas semanas depois

ele: tu não range os dentes. mas descobri outra coisa.
ela: o quê? eu falo? ronco?
ele: quando tu dorme com fome, passa a noite inteira mastigando.
ela: é que daí eu só sonho com comida.



só aqui em casa diálogos assim acontecem. mais da série tem por aí, perdidos pelo blog.