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sábado, 3 de abril de 2010

diário calango - pascoal parte 2

tem coisas das quais o trópico de capricórnio me protegia. eu quero estar abaixo dele de novo...

buáááááááá

as propagandas assustadoras do dolly guaraná, por exemplo.

como eu vou dormir, sozinha, num quarto de solteira, do lado dos meus pais, com a imagem de crianças assustadoras vestidas de coelhos da páscoa beijando uma garrafa verde dentuça em que está escrito DOLLY e dizendo com suas vozes de crianças assustodoras: "dolly guaraná, eu te amo"???

vou ter mais pesadelos do que quando tentei assistir "O exorcista".

certamente irei dormir no quarto dos meus pais de madrugada...

como assim amar o dolly guaraná verde??? deve ter uma mensagem subliminar...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

diário calango - pascoal

adoro as nuvens perfeitas de brasília.

eu quase acredito que são realmente de algodão...

[ou deve ser uma ilusão de infância que ainda não passou]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Diário Calango - parte final: a despedida

meu vôo ainda não levantou. eu vou embora apenas amanhã, às 17h40 (come on and say good bye!). mas já posso fazer o balanço da minha média-curta permanência em brasília.

em primeiro lugar, é bom saber que amigos, mas amigos de verdade, do peito mesmo, não estou nem aí se faz um dia ou um ano que não te veem... eles te amam como se tu tivesse saído de perto apenas uns segundos. amigos que fazem de tudo pra te divertir e que não precisam fazer nada pra te fazer feliz... enfim, é bom conhecer muito as pessoas e ficar muito alegre de vê-las (nem que seja uma vez por ano).

em segundo lugar, é bom ver o lugar em que eu estudei, o lugar em que eu dancei pela primeira vez... é até o lugar aonde a gente quando tinha menos coisas ainda pra fazer em brasília. coisas que só a terra natal podem proporcionar... e eu, essa manteiga derretida clichê, não posso deixar de achar interessante me reconhecer.

por último, se eu não tivesse saído daqui, não teria chance de voltar... e não teria chance de dizer a plenos pulmões:

PORRA, QUE SAUDADES DA MINHA CASA!


(a parte de ganhar cds com um sorriso e a frase "sou de porto alegre" também é so freaking good!)


beijobrasiliensesmeliguem!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte XI: delicinha brasiliense

bolo de mandioca


ingredientes

500 gramas de mandioca ralada
50 gramas de açúcar
um coco pequeno fresco ralado
2 colheres de manteiga/margarina
3 ovos
erva doce ou canela a gosto


modo de preparo

coloque todos os ingredientes e misture. unte uma forma média, sem polvilhar farinha de trigo. asse o bolo até ficar douradinho...




nhamy!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte X: the girl was a superfreak

queimei minha perna na moto do betinho...

agora tenho uma lembrança, do tamanho de uma laranja, na minha quase canela esquerda!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte IX: a cantada mal-sucedida (ou meninos brasilienses: o retorno)

depois de conversa vai e conversa vem (sem mão na perna dessa vez)

- isso aí o que cê tem na boca é um trident?

hires: não! é mentos...

- cê tem mais um?

hires: aham... deixa só eu pegar na bolsa.

(dado o chiclete)

- esse chiclete tá muito forte... cê não quer dividir comigo?

hires: não, obrigada. eu já tenho meu próprio chiclete.

Diário Calango parte VIII: choque cultural




diálogo


camila:

- tenho que te levar no caribeño... lá eles fazem uma dança, assim ó, fora dos padrões. cê não tem idéia!


hires:

- como assim???


camila:

- é uma coisa, cê não tem noção. é muito sensual... tipo, cê começa a dançar e quando vê tá fazendo umas coisas muito loucas!


hires:

- eita! e qual é o nome da dança?


camila:

- se chama zouk...


hires:

- como é que se escreve?


camila:

- z o u k


hires:

- caramba! isso é o nome de uma livraria em poa!


camila:

- sério?


hires:

- pra tu ver que gaúcho gosta mais de ler do que de ...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte VII: os meninos brasilienses

certas coisas foram esquecidas por mim. eu realmente não me lembrava da abordagem masculina calanga; afinal, das últimas vezes que vim, estava casada. logo, festerê nem pensar!
em porto alegre, até onde saiba as pessoas tem um espaço interpessoal maior. explico: normalmente as pessoas não te pegando do nada (salvo os bebuns de fim de festa).
pois é... imagine a cena:
- festa
- hires
- amigos
- dois meninos
meia hora de conversa e menino a põe a mão na minha perna. meia hora e um minuto de conversa e menino b põe a mão na minha perna. meia hora, um minuto e meio segundo eu levanto e digo: "beleza! to indo dançar!"
julio, respecitvo da minha melhor amiga, diz: cê não entendeu? os homens em brasília SÃO assim...
ok, mas eu não sei se vim treinada pra ser batatinha frita, ou seja, petisco de brasiliense!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte VI: a família

ficar uns dias na casa dos meus pais, com quem não moro há 3 anos, é acordar de manhã e minha mãe dizer:

- vocês, meus filhos, são completamente loucos!

(ela falou isso porque estava comigo no dia da farmácia e passou o dia rindo, e lembrou do meu irmão quebrando o controle do vídeo-game, minha irmã mandando o vizinho à m*rd*, e eu querendo bater numa mulher no supermercado, e...)


sim, a mulher que nos criou diz: "vai-te pra porra!"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte V: o sotaque

situação a:

hires em porto alegre. fala uma frase. pula alguém e pergunta: tu não é daqui, né? hires responde: sou de brasília.


situação b:

hires em brasília. fala uma frase. pula alguém e pergunta: mas tu já tá bem gaúcha, né? hires responde: tu acha.


agora me diz: dá onde é que sou então??????

Diário Calango parte IV: a falta de referência

estar longe de casa é:

começar a frase sempre com:

lá em brasília...

ou

aqui em porto alegre...


[miss u, home sweet home]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte III: o diálogo de farmácia

* eventos contextualizadores *
. hires entra na farmácia para comprar um lipstick da nivea e um pacote de pastilha valda;
.. hires espera, pacienciosamente, o atendente terminar a venda de um remédio qualquer para uma senhorinha;
... hires observa um cara de mais ou menos 2 metros de altura escolher um pacote de camisinha;
.... hires continua esperando o atendente;
..... hires observa o cara de 2 metros de altura passar na sua frente e pagar seu pacote de camisinhas sem dor na consciência;
...... hires, com orgulho ferido de ter sido passada para trás, finalmente é atendida.
* fim dos eventos contextualizadores *
moço da farmácia:
- em que posso ajudá-la?
hires:
- esse coisinha da nivea e um pacote de pastilhas valda.
....... hires observa o moço da farmácia achar a pastilha e não se aguenta
hires:
- moço, aquele outro passou na minha frente!
moço farmácia:
- que mal educado ele, né?
........ hires segura a maldade, mas não se aguenta [de novo]
hires:
- mal educado é o senhor que atendeu ele na minha frente!
......... hires observa o moço da farmácia meio vermelho meio roxo atestando que se acabaram os pacotes de pastilhas valda.

Diário Calango parte II: o jogo de futebol

eu adoro futebol. adoro jogo de futebol. e adoro ir ao estádio também.

domingo, meu pai me levou a um clássico. claro, um clássico calango:
GAMA x BRASILIENSE
eu, obviamente, torço pro brasiliense feito louca... camiseta amarela, gritando JACARÉ, JACARÉ!
porém, o jogo foi no estádio high-tech do gama, onde meus pais moram. como resultado de tudo isso: lá estava eu, torcedora do brasiliense no meio da torcida do gama... com meu pai com a camisa do periquito do meu lado.
tentei disfarçar o fato de não ser gamense. comentando com ele todo e qualquer lance, xingando o juiz para os dois lados. gritando: "vai, ferrugem!" para o jogador ginger kid do gama.
tudo tranquilo e calmo até depois de quase dar briga entre a massa gamense e a mínima torcida do brasiliense (contada como umas 50 pessoas e um cara vestido de superherói).
por pouco...
voltamos para o segundo tempo. o gama faz falta no iranildo, jogador do brasiliense since EVER (homenagem ao rafinha nessa), bem perto da área. iranildo, conhecido na minha arquibancada como filho de um rapariga entre outros apelidos carinhosos tanto para ele quanto para sua mãe, bate a falta no cantinho, a bola entra.
no meio do silêncio da minha arquibancada, EU levanto SOZINHA e grito a plenos pulmões: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!
com os braços devidamente levantados assim ó:
\o/
quando me dei conta, sentei e pensei: "droga, tomei uma surra!"
ninguém me fez nada....
por via das dúvidas, quando o gama fez seu gol, gritei... timidamente, pro brasiliense não me ouvir. assim, parecia que eu era a louca do gol! gritava com todo e qualquer gol.
no fim, foi 1 x 1 e ninguém ficou triste. eu também não apanhei... nem na saída!

Diário Calango parte I: o primeiro fim de semana

passar uma parte das minhas férias em brasília não é tão ruim assim. no primeiro final de semana, camila (minha amiga desde os 12 anos) e seu namorado me levaram para a farra.
na sexta-feira fui em um lugar chamado botequim blues. vamos começar a análise pelo nome, certo? o que eles querem dizer com "botequim blues"?
a) o botequim era pra ser azul? se fosse assim, seria botequim blue, honey... afinal, adjetivos não tem plural em inglês e, mesmo se tivessem, o botequim é um só, não?
b) o botequim is very sad pra caramba! ou seja, o botequim entristece, logo, ele blues....
minha sugestão: seguir a gramática inglesa do tio do bar e colocar botequim go blues!
tocou beatles a noite inteira. pena que, para dançar, me batia nas cadeiras, afinal, um lugar very blues tinha mais espaço para pessoas bebendo do que para pessoas dançando...
sábado, voltei aos meus quinze anos com um showzim de rock no conic (cuja sigla nunca entendi... tem comercial e bláblá). coisa gratuita, com um bando de gente de preto e eu pensando: deus! já fui assim!
enfim, vir a brasília pra mim tem sempre essa sensação: eu volto no tempo e lá estou eu com quinze de novo...