Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador medo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

do inferno astral

creio que para poucas pessoas o aniversário signifique mudanças drásticas quanto pra mim.

todo ano, desde 1984, tudo que deve acontecer na minha vida de virá-la de cabeça para baixo rola em outubro/novembro. nunca em janeiro, julho ou em março. É ali, antes de eu completar uma nova idade ou logologo depois.

provas?

quando minha família decidiu se mudar de brasília (onde nasci e morei por 16 longos anos) para porto alegre? em outubro de 2000.

quando pirei na batatinha em porto alegre, piração que culminou na minha mudança para são paulo? em novembro de 2009.

quando foi que deixei de ser a morena do milton para ser a morena de mim mesma? em novembro de 2008.

nesse ano já começou a rolar a mudança... o que me espera mais?

(e eu que sempre digo que adoro mudanças começo a ter muito friozinho na barriga)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

tem coisas que só a loucura dá pra você...

* depois de ter surtado por não ter uma peça jeans em são paulo e ter milhares de peças perfeitas em porto alegre pedindo pra serem customizadas...

*depois de ter tido uma raivinha de ficar bordando calças, transformando em bermudas e qualquer coisa do gênero...

*depois de ter tido uma idéia maluca de cortar as pernas da calça e transformar em uma bolsa em forma de corpete, com direito a amarração, rosinhas de lingerie e peitinhos-fake...

* depois de costura a bolsa toda à mão, reclamando da demora, reclamando que era jeans, reclamando que inventei o molde da minha cabeça, reclamando de ter que desmanchar e refazer porque era teste e reclamando de furar meus dez dedinhos umas 20 vezes cada um (inclusive embaixo das minhas unhas)...

*depois de cansar e não fazer o forro, deixando pra um dia quando eu tiver mais um pouquinho de paciência e deixando a bolsa meio acabada...

* depois de olhar o mimo pronto e me apaixonar por uma bolsa que tem cintura...

o que não tem preço é:

fazer a peça mais criativa, mais fofa, mais elogiada pela professora de estudo de criação em moda!


[valeu a pena! e, no fim das contas, acredito que, no fundo, posso servir pra esse curso mesmo... acho que não vou desistir!]

sábado, 3 de abril de 2010

diário calango - pascoal parte 2

tem coisas das quais o trópico de capricórnio me protegia. eu quero estar abaixo dele de novo...

buáááááááá

as propagandas assustadoras do dolly guaraná, por exemplo.

como eu vou dormir, sozinha, num quarto de solteira, do lado dos meus pais, com a imagem de crianças assustadoras vestidas de coelhos da páscoa beijando uma garrafa verde dentuça em que está escrito DOLLY e dizendo com suas vozes de crianças assustodoras: "dolly guaraná, eu te amo"???

vou ter mais pesadelos do que quando tentei assistir "O exorcista".

certamente irei dormir no quarto dos meus pais de madrugada...

como assim amar o dolly guaraná verde??? deve ter uma mensagem subliminar...

terça-feira, 9 de março de 2010

das questões de belo-belo

chega!

já deu! já senti demais...

é que chega numa hora em que o coração diz chega! chega mesmo. a gente usa demais, ele bate demais, ele geme demais e chega! parou...

tum tum tum tum e pá... pá  -   rou!

e nem adianta mais dizer que na próxima encarnação veio bicho de-não-sentir-dor que não-sentir não é coisa de bicho. eu virei gato... e gato sente mesmo. é só olhar na cara deles. nos olhos deles.

então, não adianta fugir.

mas chega... porque nessa de eu não querer não sentir mais nada, eu acabo sentindo muito.

e o seu bandeira vem cheio de marra pra cima de mim e faz piadinha de belo-belo. fazendo questão de nenhuma escolha; escolha pra eu ter tudo o que quero mas pra eu querer o que nunca tive.

e dizer trinta e três num pneumotórax flamejante no meu vigésimo cigarro saudoso...

putz! sentir falta do que não se tem é pesaroso...

o pior é querer ser um minotauro sozinho no labirinto, desejando ser morto por um único teseu! aquele que eu mino e que me enche de aindas...

terça-feira, 2 de março de 2010

ditados do meu irmão

ultimamente, tenho dito isso pra tanta gente, que sinto uma necessidade de compartilhar aqui.

meu irmãzão mais velho me disse isso num momento desesperador. e ele, com aquela sua calma irritante. naquele seu reverso meu, que falo pelos cotovelos. ele olhou pra mim e disse:

- ziza, conforme o caminhão vai andando, as melancias se ajeitam!


entendido. tá andando. tá se ajeitando. vamos esperar, gente. aguardando.

[não que aguardar seja meu forte, mas... é o que resta, né?]

segunda-feira, 1 de março de 2010

diário paulistano 3.1

eis-me-aqui-again, povo.

e

eis-me-aqui-gripada-de-novo, gente!!!!

agora, coloquem velinha pros santinhos pro planejamento dar certo, tá?

principalmente, as pessoas sábias. adoro gente sábia!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

do mundo que se torna menor (não melhor)

é bem pequeno.

o lugar aonde estou agora é minúsculo. se tornou pequeno mesmo. não é que eu dou um passo e acaba. não é uma questão fisíca-química-biológica-naturalística. ficou pequeno na minha cabeça.

eu, que sempre achei que aprender a reconhecer é bom, comecei a reconhecer que desconhecer é melhor ainda. não quero mais essas ruas pequenas. não quero mais essas casas pequenas. não quero mais a minha cabeça pequena.

quero aprender a me perder de novo.

e daqui a anos, quando aprender a reconhecer o que desconheci uma vez, vou me perder de novo. vou perder meu suco em outro lugar.

achei meu suco em porto alegre; talvez seja a hora de perder suco em outro lugar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

e se...

eu não constumo repensar as minhas escolhas.

porque ficar remoendo as possibilidades nos impede de perceber o que construímos quando fizemos isso ou aquilo. e daí se não saiu como o planejado? e daí se levamos um tombo? e daí se veio a roda da fortuna e saiu atropelando tudo? e daí se o pra sempre sempre acaba?

e citando meus amados artistas mendigos (mais alguns do estilo feio, mas eu pegaria):

E se eu fosse o primeiro a voltar
Pra mudar o que eu fiz
Quem então agora eu seria?


mas o post melancólico é só porque eu to pensando, por uns instantes, e se...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

papo de linguista

cada vez que uma pessoa diz:

"é uma maravilha que moremos no brasil, um país em que todos falamos uma só língua:
o português!"
uma fada boa morre. sério! ela perde suas asas, cai no chão, quebrando todos os seus dentes e morre, tendo convulsões em uma poça de sangue de fadas!

sábado, 2 de janeiro de 2010

anotações mentais para a posteridade

tem certas coisas que são difíceis de resistir...
ainda mais se volta e meia elas aparecem e reaparecem...
sempre no velho esquema de cor de olhos diferentes...

terça-feira, 14 de abril de 2009

a caminho do trabalho...

... vejo um morador de rua dançando com o que acho que era a metade do que já foi um cabideiro. a harmonia entre ele e o cabideiro era impressionante e combinou perfeitamente com o sweet jane que passava no meu mp3 player...

... olhando ele daquele jeito fiquei pensando como seria bom se tivéssemos relacionamentos assim: com cabideiros. quando duas pessoas se acham, acontecem a luta de forças, o embate de tempos, o "conflito de interesses"...

... acontece que são duas pessoas... não uma pessoa e um cabideiro que dança conforme a música que se passa na cabeça de quem pode se mexer...

... dançar com um cabideiro é fácil!
... mas não deve ter muita graça...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Diário Calango parte VII: os meninos brasilienses

certas coisas foram esquecidas por mim. eu realmente não me lembrava da abordagem masculina calanga; afinal, das últimas vezes que vim, estava casada. logo, festerê nem pensar!
em porto alegre, até onde saiba as pessoas tem um espaço interpessoal maior. explico: normalmente as pessoas não te pegando do nada (salvo os bebuns de fim de festa).
pois é... imagine a cena:
- festa
- hires
- amigos
- dois meninos
meia hora de conversa e menino a põe a mão na minha perna. meia hora e um minuto de conversa e menino b põe a mão na minha perna. meia hora, um minuto e meio segundo eu levanto e digo: "beleza! to indo dançar!"
julio, respecitvo da minha melhor amiga, diz: cê não entendeu? os homens em brasília SÃO assim...
ok, mas eu não sei se vim treinada pra ser batatinha frita, ou seja, petisco de brasiliense!