diálogo da consulta de ontem
- vou colocar algumas lentes e tu vai escolhendo qual fica melhor, tá?
- aham.
- essa..... ou..... essa??
- a primeira.
- e agora essa aqui.....ou..... essa aqui??
- a última.
- aham..... e essa aqui..... ou essa??
- acho que a primeira.
- aham. hum... e agora? essa? ou essa?
- ai, acho que a última. dá pra colocar de novo?
- claro!
- é, é... a última.
- hum... qual a melhor? é essa? ou essa?
- não sei. coloca de novo?
- aham. e aí?
- ai, moço. espera só um pouquinho. são muitas decisões.
- é, né?
- eu tô decidindo como eu vou ver a minha vida daqui pra frente. eu não sei se quero clareza e definição ou que as coisas estejam maiores. dá pra pensar e voltar aqui outro dia?
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
acordo ortográfico
é só saber que eu sou professorinha e putz! me perguntam do acordo ortográfico.
poxa vida, na mesa de bar, na fila do cinema, dançando, comendo....
vamos esclarecer algumas coisas:
a) o acordo ortográfico não é o fim dos tempos, não é o fim da vida como conhecemos, it's not the end of the world as we knew it... o português já teve vários acordos ortográficos. inclusive aquele que matou o ph e o êle. viram só? mudanças são legais... a gente se acostuma a elas...
b) por que resolveram mudar? ah! tem dois motivos básicos. primeiro, um livro publicado no Brasil tinha que ser totalmente re-editado para ser publicado em Portugual. com o acordo, vai ficar facim facim. segundo, quanto mais o protuguês se une, mais força política ele tem.
vejam que não discuto como as regras deveriam ser ou não. essa é uma decisão tão, mas tão arbitrária quanto a união do significado com o significante, segundo saussure. (hehehehehe)
e, daqui pra frente, quem me perguntar sobre o acordo vai ter que pagar R$ 60 a hora. afinal, agora que eu sou mestre a consulta é mais cara!
poxa vida, na mesa de bar, na fila do cinema, dançando, comendo....
vamos esclarecer algumas coisas:
a) o acordo ortográfico não é o fim dos tempos, não é o fim da vida como conhecemos, it's not the end of the world as we knew it... o português já teve vários acordos ortográficos. inclusive aquele que matou o ph e o êle. viram só? mudanças são legais... a gente se acostuma a elas...
b) por que resolveram mudar? ah! tem dois motivos básicos. primeiro, um livro publicado no Brasil tinha que ser totalmente re-editado para ser publicado em Portugual. com o acordo, vai ficar facim facim. segundo, quanto mais o protuguês se une, mais força política ele tem.
vejam que não discuto como as regras deveriam ser ou não. essa é uma decisão tão, mas tão arbitrária quanto a união do significado com o significante, segundo saussure. (hehehehehe)
e, daqui pra frente, quem me perguntar sobre o acordo vai ter que pagar R$ 60 a hora. afinal, agora que eu sou mestre a consulta é mais cara!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
eu fiz hoje
alguns versos
e todos eles
se desmancharam
assim. . .
. . .
alguns versos
e todos eles
se desmancharam
assim. . .
. . .
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
alguém me avisa quando é pra parar de fazer a íntima
ai, deus!
to de mau-humor!
fechada para a recuperação....
grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
to de mau-humor!
fechada para a recuperação....
grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sobre o amor
Gabi.... diz:
o negócioo
Gabi.... diz:
é trabalhar e estudar bastante..
Gabi.... diz:
daí não da tempo depensar nessas coisas
Gabi.... diz:
é o que tô fazendo sabe...
Gabi.... diz:
:)
hires - soneca diz:
hehehe
hires - soneca diz:
é o que eu fiz a vida inteira
hires - soneca diz:
e olha onde eu cheguei
hires - soneca diz:
hehehehehe
Gabi.... diz:
hahhahaahahhahahah
o negócioo
Gabi.... diz:
é trabalhar e estudar bastante..
Gabi.... diz:
daí não da tempo depensar nessas coisas
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é o que tô fazendo sabe...
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:)
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hehehe
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é o que eu fiz a vida inteira
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e olha onde eu cheguei
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hehehehehe
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sábado, 10 de janeiro de 2009
giz
brincar de risca-de-giz e alvo
porque a amarelinha perde muito a graça
depois que se vai do inferno ao céu
porque a amarelinha perde muito a graça
depois que se vai do inferno ao céu
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
caminha
não é um doce de post
mas meu ciático dói e eu to tão cansada que minha cama é o melhor do dia!
mas meu ciático dói e eu to tão cansada que minha cama é o melhor do dia!
parênteses
toda vez
que tento me perder
a c a b o
me encontrando perto de você
me encontrando perto de você
pode me dizer:
v o c ê f a z i s s o p o r q u e r e r ? ? ?
v o c ê f a z i s s o p o r q u e r e r ? ? ?
((((o vício de escutar o ruído rosa continua))))
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
about my day
levantar da cama
já não é só se aventurar
é cair do cavalo e perder os dentes
é chorar as dores do mundo
é morrer
(e nascer um pouquinho também)
já não é só se aventurar
é cair do cavalo e perder os dentes
é chorar as dores do mundo
é morrer
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
e o pai?
uma amiga minha está grávida. há alguma coisa errada com isso? eu não acho nenhum problema. mas as pessoas INSISTEM em perguntar: "e o pai?"
quando ela conta que está esperando um bebê (sim, algo mágico como um bebê!), a primeira coisa que perguntam é sobre o pai.
pensando nisso, fiz uma lista de possível respostas para esses momentos.
- E o pai?
- Tá na Alfa-Centauro, à esquerda.
- E o pai?
- O meu tá muito bem... E o teu?
- E o pai?
- Me esqueci de anotar o celular dele...
- E o pai?
- No exato momento, ele é apenas seis dígitos na minha conta bancária!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando jovem!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando velho!
- E o pai?
- Quem? O trouxa que pensa que o filho é dele?
- E o pai?
- Ronaldinho Gaúcho. Afinal, alguém tem que pensar no futuro dessa criança!
- E o pai?
- Ó pai ó!
- E o pai?
- Afasta de mim esse cálice!
- E o pai?
- Não sei! Acordei um dia com a meia claça rasgada e...
- E o pai?
- Depois que eu ver a cara do bebê, te conto!
- E o pai?
- Defina o conceito de pai.
- E o pai?
- Segundo Freud, a libido é voltada para o próprio ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama Complexo de èdipo. A criança percebe, então, que entre ela e a mãe (no caso de um menino) existe o pai, impedindo a comunhão por ele desejada. A criança passa então a amar a mãe e a experienciar um sentimento antagônico de amor e ódio com relação ao pai. Ela percebe então que tanto o amor vivido com a mãe como o ódio vivido com o pai são proibidos e o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai.
- E o pai?
- Pai é quem come ou é quem cria?
- E o pai?
- Ele é legal. Deixou 50 pila no criado-mudo e nem pediu troco.
- E o pai?
- "Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi."
- E o pai?
- No cuzinho não vai nada????
- E o pai?
- (5 minutos de silêncio) Falou comigo?
Bom, aí tem respostas pra, pelo menos, três meses de gravidez. Podem mandar mais sugestões. Para essa e as outras duas perguntas: "Vocês tão namorando?" e "Vocês vão casar?"
quando ela conta que está esperando um bebê (sim, algo mágico como um bebê!), a primeira coisa que perguntam é sobre o pai.
pensando nisso, fiz uma lista de possível respostas para esses momentos.
- E o pai?
- Tá na Alfa-Centauro, à esquerda.
- E o pai?
- O meu tá muito bem... E o teu?
- E o pai?
- Me esqueci de anotar o celular dele...
- E o pai?
- No exato momento, ele é apenas seis dígitos na minha conta bancária!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando jovem!
- E o pai?
- É a cara do Mick Jagger quando velho!
- E o pai?
- Quem? O trouxa que pensa que o filho é dele?
- E o pai?
- Ronaldinho Gaúcho. Afinal, alguém tem que pensar no futuro dessa criança!
- E o pai?
- Ó pai ó!
- E o pai?
- Afasta de mim esse cálice!
- E o pai?
- Não sei! Acordei um dia com a meia claça rasgada e...
- E o pai?
- Depois que eu ver a cara do bebê, te conto!
- E o pai?
- Defina o conceito de pai.
- E o pai?
- Segundo Freud, a libido é voltada para o próprio ego, ou seja, a criança sente prazer consigo mesma. O primeiro investimento objetal da libido, segundo Freud, ocorreria no progenitor do sexo oposto, esta fase caracterizada pelo investimento libidinal em um dos progenitores se chama Complexo de èdipo. A criança percebe, então, que entre ela e a mãe (no caso de um menino) existe o pai, impedindo a comunhão por ele desejada. A criança passa então a amar a mãe e a experienciar um sentimento antagônico de amor e ódio com relação ao pai. Ela percebe então que tanto o amor vivido com a mãe como o ódio vivido com o pai são proibidos e o complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência da criança com relação à mãe e com a identificação do menino com o pai.
- E o pai?
- Pai é quem come ou é quem cria?
- E o pai?
- Ele é legal. Deixou 50 pila no criado-mudo e nem pediu troco.
- E o pai?
- "Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi."
- E o pai?
- No cuzinho não vai nada????
- E o pai?
- (5 minutos de silêncio) Falou comigo?
Bom, aí tem respostas pra, pelo menos, três meses de gravidez. Podem mandar mais sugestões. Para essa e as outras duas perguntas: "Vocês tão namorando?" e "Vocês vão casar?"
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
estratégias de 2009
decidi....
meu blog terá dias temáticos...
vamos lá, making this right!
segunda-feira: micro-poemas - aqueles que passo o final de semana bolando ou que vem de supetão...
terça-feira: veneno pra dar e vender - daqueles malvados que só uma boa escorpiana pode fazer...
quarta-feira: about - comentário sobre algo/alguém/alguma coisa que apareceu/ocorreu/viveu/faz parte/fez parte da minha semana/meu mês/meu ano/minha vida... sacaram?
quinta-feira: fofuuura - daqueles lindinhos que só uma boa escorpiana pode fazer...
sexta-feira: music is where i meet my friends - toda sexta-feira comentarei um sucesso do meu mp3/telefone pra galera que me olha.
sábado e domingo: liberdade, ainda que tardia! - posso escrever sobre o que quiser!
comentarei os livros que acabei e os que estou lendo conforme isso vai acontecendo... logo, qualquer dia pode ser dia de postagem dupla!
um bom doismilenove para nós!
=]
(e comentários sobre moda, please acesse: nugget fashion)
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terça-feira: veneno pra dar e vender - daqueles malvados que só uma boa escorpiana pode fazer...
quarta-feira: about - comentário sobre algo/alguém/alguma coisa que apareceu/ocorreu/viveu/faz parte/fez parte da minha semana/meu mês/meu ano/minha vida... sacaram?
quinta-feira: fofuuura - daqueles lindinhos que só uma boa escorpiana pode fazer...
sexta-feira: music is where i meet my friends - toda sexta-feira comentarei um sucesso do meu mp3/telefone pra galera que me olha.
sábado e domingo: liberdade, ainda que tardia! - posso escrever sobre o que quiser!
comentarei os livros que acabei e os que estou lendo conforme isso vai acontecendo... logo, qualquer dia pode ser dia de postagem dupla!
um bom doismilenove para nós!
=]
(e comentários sobre moda, please acesse: nugget fashion)
domingo, 28 de dezembro de 2008
se me perguntarem
eu digo que a culpa é todinha minha
que foi meu corte de cabelo
meu emprego novo
minhas melissas
a conta de luz, de telefone, de gás, de supermercado, de lâmpadas, de mesa, de banho, de cama
se me perguntarem
eu digo que a cupa é toda minha
que eu não aguentava mais meu ar de inferioridade
mas só se me perguntarem
eu digo que a culpa é todinha minha
que foi meu corte de cabelo
meu emprego novo
minhas melissas
a conta de luz, de telefone, de gás, de supermercado, de lâmpadas, de mesa, de banho, de cama
se me perguntarem
eu digo que a cupa é toda minha
que eu não aguentava mais meu ar de inferioridade
mas só se me perguntarem
sábado, 27 de dezembro de 2008
thanks giving (ou agradecendo a vida que tenho)
2008 não foi um dos melhores anos. deve ter sido o ano em que mais perdi a fé... em que mais perdi a razão... e em que mais perdi.
tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.
meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.
e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...
mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.
se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.
e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.
e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.
obrigada!
tudo começou com a perda da minha avó paterna. em março, ela faleceu sem eu ter tido a oportunidade de dizer que tinha chegado em brasília. muitos me disseram que foi melhor assim. eu só posso dizer que não sei como seria diferente.
meu pai ficou doente e eu jurei que poderia perdê-lo também. nada de horrível aconteceu. só aquela sensação de que todos que amamos estão a um triz de desaparecer para sempre e viver somente nas nossas lembranças... isso eu aprendi quando perdi a minha avó.
e, por último, os diálogos interessantes continuam acontecendo. mas não na mesma casa. não nas mesmas circunstâncias. eu não gostaria de dar detalhes, mas perdi também a casa conjunta. e ganhei a solidão de horas na frente do computador pensando em como é difícil voltar a coniver só comigo...
mas se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter conhecido a minha avó paterna, por exemplo. o pai do meu pai apenas conheço em fotos. ela eu conheci, convivi e muitas vezes ouvi todas as histórias dela.
se é pra agradecer, eu posso agradecer por meu pai ter ficado bem, pela doença dee ter sido apenas um susto. uma daquelas coisas que faz a gente acordar pro que é realmente importante.
e se é pra agradecer, eu posso agradecer por ter tido dois anos e meio ótimos, não quero me esquecer de nenhum segundo do que passou.
e, mais ainda, se é pra agradecer, eu posso agradecer por tadas as pessoas que conheci nesse ano. meus alunos, meus colegas, meus amigos e meu gato chamado vaca.
obrigada!
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trabalho
a volta nem sempre é boa
normalmente, quando eu volto a escrever desesperadamente não é bom sinal...
mas bem que eu poderia reativar isso aqui só pra melhorar a minha solidão de morar (de novo) sozinha...
reativado, então!
mas bem que eu poderia reativar isso aqui só pra melhorar a minha solidão de morar (de novo) sozinha...
reativado, então!
domingo, 21 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008
apontamentos não relacionados e notas mentais inúteis
a) eu deveria vender idéias para contos. como não tenho veia ficcional, eu poderia ganhar dinheiro com coisas que me acontecem, me aparecem ou que eu sonho. exemplo: pessoa tem uma alergia bizarra a qual descobre parte de uma das profecias de nostradamus. quer comprar? pergunte-me como.
b) assistindo o primeiro episódio de smallville me dei conta: homens dizem que mulheres são fúteis, mas toda a inimizade entre o clark e o lex está calcada no fato de que um deixou o outro careca! e eu é que sou sem conteúdo??
c) depois de ver pessoas como nós (= com dinheiro) comendo coisas deliciosas do lixo e de sobras, quero deixar anotado que, da próxima vez que uma batatinha sobrar do meu lado no shopping ou nobar, tô atacando. não ao desperdício!
b) assistindo o primeiro episódio de smallville me dei conta: homens dizem que mulheres são fúteis, mas toda a inimizade entre o clark e o lex está calcada no fato de que um deixou o outro careca! e eu é que sou sem conteúdo??
c) depois de ver pessoas como nós (= com dinheiro) comendo coisas deliciosas do lixo e de sobras, quero deixar anotado que, da próxima vez que uma batatinha sobrar do meu lado no shopping ou nobar, tô atacando. não ao desperdício!
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
superlativíssima
olhando as tags do meu blog, vi que criei a tag "odeio". lembrei-me de que uma pessoinha malvada e ranzinza que conheci me disse uma vez: "ai, contigo não tem vez! ou tu gosta ou tu odeia!"
é, eu sou assim, comigo não existe limbo. é céu ou inferno. é ótimo ou péssimo.
e qual é o problema?
sou mulher de superlativos....
é, eu sou assim, comigo não existe limbo. é céu ou inferno. é ótimo ou péssimo.
e qual é o problema?
sou mulher de superlativos....
domingo, 24 de agosto de 2008
as olimpíadas (ou morre, galvão!)

eu sou uma pessoa esportista não atlética. ou seja, eu sou uma pessoa que adora esportes sem praticar nenhum. não vou enganar vocês: já fui atleta.
fui nadadora durante toda a minha infância, como toda portadora de bronquite. era boa, promissora. quebrei meu pé um dia e o meu sonho de participar da olimpíada de 2000, aos 16 anos, foi por água abaixo.
adorava vôlei e fui do time da escola. adorava. o time da escola é que não me adorava tanto assim. acabei remudando de escola (as mudanças de escola são narrativa para outra ocasião).
joguei tênis durante dois anos. mudei de professor e, por não gostar do outro, me revoltei. levei uma bolada no olho e minha carreira acabou de novo.
mas continuei A-DO-RAN-DO esportes. assito a jogos, acompanho copas, não desgrudo os olhos no panamericano! enfim, adoro toda coisa de respresento-um-país-me-superando-afu! e toda vez que toca o hino do brasil, depois de ganahrem e estarem recebendo a medalha, eu me emociono... com direito a arrepios patrióticos.
nessas olimpíadas eu passei vergonha, na verdade. esportes em que o brasil não só era favorito como tem "escola", como o vôlei de praia e o vôlei, me decepcionaram. sem falar da queda de bunda do diego hypólito e as "pisadinhas" para fora de daiane dos santos... totalmente inaceitável! a impressão que deu é que a superação, para os brasileiros, só adianta quando não confiamos neles. vide césar cielo: aparição e paparicação dele só aconteceram durante e depois da prova. ou vocês já tinham ouvido faalr um monte dele como escutam do ronaldinho gaúcho?
o brasil não pode se achar favorito. fez direito em outro lugar, se ferrou na olimpíada. em vez de pensar: "vou lá e quebro TUDO", os times favoritos do brasil vão lá e são quebrados (como o futebol masculino que comeu bola com a argentina e o feminino, que depois de ganhar tudo, surpreendeu perdendo...). o brasil tem a mania de surpreender ganhando, quando não tem chance, e perdendo quando é favorito!
e, para completar, o complexo de inferioridade é tão grande que comemoramos tudo como ouro. bronze vale ouro. prate vale ouro. quarto lugar? é ouro! chegou entre os 25 primeiros? é ouro!!! ficou em último na final por equipes na ginástica? meu deus, É OUROOOO!
no dia em que os atletas brasileiros aprenderem que ouro é ouro, prata é prata, bronze é bronze, e, abaixo disso, nem no pódio sobe, talvez se dediquem um pouco mais. porque para aluns brasileiros a parte superando-afu não existe no respresento-um-país-me-superando-afu!
o post acima é apenas um desabafo de alguém que adora ver esportes, mas odeia ver o brasil sendo palhaço, evento narrado, ainda, por galvão bueno, o irritante!
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
minicontodesabafo: a professorinha
- mas, professora, a senhora parece tão jovem... - disse o aluno um pouco preocupado.
- pois é...
- que idade tem? - indagou outro.
- tecnicamente ou na prática? - a professora perguntou, com os olhos firmes.
- como assim?
- bom, tecnicamente eu tenho menos 150 anos.
silêncio com doses cavalares de dúvida e incrença.
- é... eu vim do futuro, na verdade. vou nascer às 4h da manhã do dia 5 de novembro de 2158.
- co- co- como assim?
- na prática, eu devo estar com meus 2523... faço 2524 em novembro.
a professora disse assim. sem nem pestanejar!
- entenderam a dirferença? tecnicamente, eu ainda não nasci. na prática, estou na metade do meu terceiro milênio.
ela sorri. e o sorriso da professora era sincero. assustadoramente sincero.
- ma- ma- mas... a enhora não pode ser do futuro... isso é impossível! - um dos alunos desesperados disse.
- e, se fosse possível, com 2500 anos-
(interrompido)
- 2523, por favor!
- com 2523 anos, a senhora deveria ser pó, um cadáver enterrado... mortinha da silva!
- é! - fez-se o coro - MORTINHA DA SILVA!
- ah! mas no futuro não se morre mais de velhice... não tem essa de chegar a uma idade e ficar enrrugadinho, doente e morrer.
silêncio mais incrédulo ainda.
- em algum momento nesses 150 anos, não me lembro bem quando, porque nunca fui muito boa com história... mas, enfim, em algum momento nesses 150 anos, procurando a cura pra uma doença neurológica, mal de alzeimer, creio eu, eles descobriram uma forma de regenerar todas as células. inclusive, os neurônios. ninguém mais morre de velho, ninguém mais morre senil... foi em 2110, acho eu. nem era nascida! (ri)
o silêncio inrédulo fica insuportável.
- claro, tem um jeito de morrer - afirma a professorinha - mas só se alguém te matar. como não tem mais crimes assim, todo mundo vive feliz.
- professora, do que tu tá falando???
- ué, de que ninguém morre mais no futuro. e todo mundo é sempre jovem. é como aquele filme supervelho... Highlander, acho eu. só que sem os caras maus e sem aquela coisa de arrancar a cabeça, sabem?
- não, não... - disse um.
- ah! esse filme é bem velho. nem é da nossa época! - completou outro.
- pois é...
- que idade tem? - indagou outro.
- tecnicamente ou na prática? - a professora perguntou, com os olhos firmes.
- como assim?
- bom, tecnicamente eu tenho menos 150 anos.
silêncio com doses cavalares de dúvida e incrença.
- é... eu vim do futuro, na verdade. vou nascer às 4h da manhã do dia 5 de novembro de 2158.
- co- co- como assim?
- na prática, eu devo estar com meus 2523... faço 2524 em novembro.
a professora disse assim. sem nem pestanejar!
- entenderam a dirferença? tecnicamente, eu ainda não nasci. na prática, estou na metade do meu terceiro milênio.
ela sorri. e o sorriso da professora era sincero. assustadoramente sincero.
- ma- ma- mas... a enhora não pode ser do futuro... isso é impossível! - um dos alunos desesperados disse.
- e, se fosse possível, com 2500 anos-
(interrompido)
- 2523, por favor!
- com 2523 anos, a senhora deveria ser pó, um cadáver enterrado... mortinha da silva!
- é! - fez-se o coro - MORTINHA DA SILVA!
- ah! mas no futuro não se morre mais de velhice... não tem essa de chegar a uma idade e ficar enrrugadinho, doente e morrer.
silêncio mais incrédulo ainda.
- em algum momento nesses 150 anos, não me lembro bem quando, porque nunca fui muito boa com história... mas, enfim, em algum momento nesses 150 anos, procurando a cura pra uma doença neurológica, mal de alzeimer, creio eu, eles descobriram uma forma de regenerar todas as células. inclusive, os neurônios. ninguém mais morre de velho, ninguém mais morre senil... foi em 2110, acho eu. nem era nascida! (ri)
o silêncio inrédulo fica insuportável.
- claro, tem um jeito de morrer - afirma a professorinha - mas só se alguém te matar. como não tem mais crimes assim, todo mundo vive feliz.
- professora, do que tu tá falando???
- ué, de que ninguém morre mais no futuro. e todo mundo é sempre jovem. é como aquele filme supervelho... Highlander, acho eu. só que sem os caras maus e sem aquela coisa de arrancar a cabeça, sabem?
- não, não... - disse um.
- ah! esse filme é bem velho. nem é da nossa época! - completou outro.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
work, sweet work
para os desavisados, comecei a trabalhar no colégio de aplicação da ufrgs. e já estou cansada. meu sonho sempre foi ser professorinha, inspirar mentes jovens, fazer do mundo um lugar melhor! e já estou cansada...
em parte, porque ainda não estou dando aula completamente. vou começar de fato, em todas as turmas, a partir do terceiro trimestre (mais ou menos dia 27 de agosto). enquanto isso, eu fico observando os alunos e os professores. e já estou cansada...no fundo, no fundo, eu sei que vou adorar... mas, por enquanto, eu já esou cansada...
domingo, 3 de agosto de 2008
still about the love
What is it? Is it frustrating that you can't be with this person? That there's something keeping you apart? That there's something about this person that you can connect with? And whenever you're near this person, you don't know what to say, and you say everything that's in your mind and in your heart, and you know that if you could just be together, that this person would help you become the best possible version of yourself?
(from Dan in Real Life.... please, watch this movie)
(from Dan in Real Life.... please, watch this movie)
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
365 dias
moro com o milton há 365 dias.
aliás, ontem, fez 365 dias que moro com milton.
a gente comemorou dormindo abraçado... como todos os outros 365 dias.
e hoje acordei com ele me chamando de meu bem... como todos os outros 365 dias.
aliás, ontem, fez 365 dias que moro com milton.
a gente comemorou dormindo abraçado... como todos os outros 365 dias.
e hoje acordei com ele me chamando de meu bem... como todos os outros 365 dias.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
machismo, oras!
ontem, fui obrigada a ir no centro de Porto Alegre. não conheço ninguém que goste de ir ao centro de Porto Alegre. um mundaréu de gente que deixa sua pouca boa educação em casa e anda pelas ruas como se não houvesse amanhã. como se todos eles fossem o carinha do eu sou a lenda e, como não tem mais ninguém na cidade, podem fazer o que bem-bem entender.
mas eu tinha que pagar uma conta e comprar tecidos para as bolsas que estou fazendo. enfim, fui. antes de sair de casa perguntei para o espouso: alguma coisa do centro? ele me pediu um fumo trevo.
para os desavisados (se é que alguém que lê esse blog não sabe quem sou eu e quem é meu digníssimo), divido minha casa e meu amor com um fumante. o que eu posso dizer? infelizmente, acho charmoso o milton fumando. além disso, reza a lenda que ele já acabou com uma namorada enquanto tentava parar de fumar. tenho medo! sendo filha também de uma ex-futura-fumante, o cheiro do cigarro não me incomoda. incomoda a minha rinite, mas é problema dela. o fato é que desde o começo desse ano, o milton decidiu parar de fumar cigarros industrializados e fecha cigarros com o fumo trevo. ele fuma menos (porque tem mais trabalho para fazer os cigarros), o cheiro é menos forte e, acreditamos nós, deve ser um pouquinho menos pior (porque o fumo não recebe tantos tratamentos químicos quanto o cigarro industrializados). minha missão era comprar um fumo, pagar as contas, comprar tecidos e voltar pra casa.
me fui. paguei a conta rapidamente. demorei bastante para comprar os tecidos. e, lá pelas tantas, achei uma tabacaria.
entrei e perguntei: o senhor tem fumo trevo?
o carinha, em seus vinte e poucos anos, olha minha cara profundamente e diz: tenho sim. pra quê?
como assim "pra quê?" amigo? interessa?
olhei para o carinha e disse: pra comprar.
carinha: tem certeza? não quer outra coisa, um cigarro?
eu, indignada: eu quero comprar um fumo trevo. posso? não quero outra coisa, tu tem que me dar o que eu quero.
carinha, com meio sorriso: mas tu sabe o que é o fumo trevo? não é pra ti, né?
eu, subindo nas tamancas: é pra mim sim. que história é essa de tem certeza? eu quero o fumo, vou comprar o fumo. quanto é que é?
carinha abismado: um e oitenta.
eu: tó.
enquanto eu guardava a carteira na bolsa e o fumo na sacola de tecidos, o carinha me olhava com desolação, como se eu estivesse guardando meu pulmão escurecido. saí da loja muito indignada.
quando fui comprar tecido, ninguém ficou me perguntando se eu tinha certeza. quando fui comprar fecho, ninguém perguntou se era pra mim mesmo. qualé? não posso fumar trevo? por que sou menina?
agora andar no centro enquanto os caras falam do meu corpo eu posso? e sem reclamar!
mas eu tinha que pagar uma conta e comprar tecidos para as bolsas que estou fazendo. enfim, fui. antes de sair de casa perguntei para o espouso: alguma coisa do centro? ele me pediu um fumo trevo.
para os desavisados (se é que alguém que lê esse blog não sabe quem sou eu e quem é meu digníssimo), divido minha casa e meu amor com um fumante. o que eu posso dizer? infelizmente, acho charmoso o milton fumando. além disso, reza a lenda que ele já acabou com uma namorada enquanto tentava parar de fumar. tenho medo! sendo filha também de uma ex-futura-fumante, o cheiro do cigarro não me incomoda. incomoda a minha rinite, mas é problema dela. o fato é que desde o começo desse ano, o milton decidiu parar de fumar cigarros industrializados e fecha cigarros com o fumo trevo. ele fuma menos (porque tem mais trabalho para fazer os cigarros), o cheiro é menos forte e, acreditamos nós, deve ser um pouquinho menos pior (porque o fumo não recebe tantos tratamentos químicos quanto o cigarro industrializados). minha missão era comprar um fumo, pagar as contas, comprar tecidos e voltar pra casa.
me fui. paguei a conta rapidamente. demorei bastante para comprar os tecidos. e, lá pelas tantas, achei uma tabacaria.
entrei e perguntei: o senhor tem fumo trevo?
o carinha, em seus vinte e poucos anos, olha minha cara profundamente e diz: tenho sim. pra quê?
como assim "pra quê?" amigo? interessa?
olhei para o carinha e disse: pra comprar.
carinha: tem certeza? não quer outra coisa, um cigarro?
eu, indignada: eu quero comprar um fumo trevo. posso? não quero outra coisa, tu tem que me dar o que eu quero.
carinha, com meio sorriso: mas tu sabe o que é o fumo trevo? não é pra ti, né?
eu, subindo nas tamancas: é pra mim sim. que história é essa de tem certeza? eu quero o fumo, vou comprar o fumo. quanto é que é?
carinha abismado: um e oitenta.
eu: tó.
enquanto eu guardava a carteira na bolsa e o fumo na sacola de tecidos, o carinha me olhava com desolação, como se eu estivesse guardando meu pulmão escurecido. saí da loja muito indignada.
quando fui comprar tecido, ninguém ficou me perguntando se eu tinha certeza. quando fui comprar fecho, ninguém perguntou se era pra mim mesmo. qualé? não posso fumar trevo? por que sou menina?
agora andar no centro enquanto os caras falam do meu corpo eu posso? e sem reclamar!
quarta-feira, 23 de julho de 2008
als kind: Schlangenmensch
vi hoje, durante a quase-pesquisa-de-campo que fiz, a propaganda do circo de beijing. e me lembrei de uma coisa maravilhosa da infância que estava guardada em algum canto bem escondidinho do meu cérebro lingüista.
quando eu tinha 7 anos de idade, meu sonho de profissão não era ser médica, professora, veterinária, arquiteta ou quaisquer "ser quando crescer" normais. eu queria ser contorcionista. meu sonho era passar o resto da minha vida me enrolando em mim mesma. colocando o pé na cabeça, me dobrando bem no meio, caminhando como uma aranha. e eu treinava. passava horas em casa dando cabalhotas, forçando me enrolar, fazendo "ponte", me equilibrando de várias maneiras.
quando contei para minha mãe meu objetivo de vida, ela me incentivou e disse que eu seria uma ótima contorcionista. naquela altura, depois de meu irmão querer "ser quando crescer" caminhoneiro e a minha irmã querer "ser quando crescer" mãe de doze filhos, acho que mais nada chocava minha mãe. ela só dizia: cuidado pra não cair, guria!
não virei contorcionista. por quê? nenhum circo em que eu fui tinha contorcionistas.
logo, não me animei a fugir com eles.

(Schlangenmensch é contorcionista em alemão. ao pé-da-letra significa "homem serpente". ser contorcionista em alemão é muito mais divertido e metafórico do que em português. talvez, se eu fosse alemã, viraria uma Schlangenmensch. ser uma pessoa serpenteé muito mais legal do que ser uma pessoa pessoa...)
quando contei para minha mãe meu objetivo de vida, ela me incentivou e disse que eu seria uma ótima contorcionista. naquela altura, depois de meu irmão querer "ser quando crescer" caminhoneiro e a minha irmã querer "ser quando crescer" mãe de doze filhos, acho que mais nada chocava minha mãe. ela só dizia: cuidado pra não cair, guria!
não virei contorcionista. por quê? nenhum circo em que eu fui tinha contorcionistas.
logo, não me animei a fugir com eles.
(Schlangenmensch é contorcionista em alemão. ao pé-da-letra significa "homem serpente". ser contorcionista em alemão é muito mais divertido e metafórico do que em português. talvez, se eu fosse alemã, viraria uma Schlangenmensch. ser uma pessoa serpenteé muito mais legal do que ser uma pessoa pessoa...)
terça-feira, 15 de julho de 2008
ainda o dente
a minha dor de dente continua. a dentista falou que é porque tenho mordida cruzada. que eu tenho que usar aparelho e blábláblá. eu tô velha pra essas coisas.
se em 23 anos meus dentes ainda não sabem o lugar deles, não vai ser agora que vou forçá-los a descobrir!
se em 23 anos meus dentes ainda não sabem o lugar deles, não vai ser agora que vou forçá-los a descobrir!
quinta-feira, 10 de julho de 2008
da série diálogos
ela: a dentista disse que a minha dor de dente pode ser por causa de bruxismo. e me mandou descobrir se há ranger de dentes no meu sono. por caso eu faço isso?
ele: não que eu me lembre mas eu posso prestar atenção.
duas semanas depois
ele: tu não range os dentes. mas descobri outra coisa.
ela: o quê? eu falo? ronco?
ele: quando tu dorme com fome, passa a noite inteira mastigando.
ela: é que daí eu só sonho com comida.
só aqui em casa diálogos assim acontecem. mais da série tem por aí, perdidos pelo blog.
ela: o quê? eu falo? ronco?
ele: quando tu dorme com fome, passa a noite inteira mastigando.
ela: é que daí eu só sonho com comida.
só aqui em casa diálogos assim acontecem. mais da série tem por aí, perdidos pelo blog.
terça-feira, 1 de julho de 2008
ar completamente condicionado no ônibus
cheguei à conclusão de que ônibus com ar-condicionado é história para contribuinte dormir. warum? visualizem:
janeiro. 40ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado nunca é suficiente para o número de pessoas que estão no ônibus. o que acontece? mais calor... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
agora estamos em junho. inverno. peço, mais uma vez, para visualizarem:
junho. 10ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado quente só torna mais quente o ônibus fechado com aquele calor humano insuportável. dá vontade de tirar a manta, o casaco, a touca, a luva, a polaina, a meia calça, a saia, o blusão e ficar só de calcinha e segunda pele! um monte de calor para depois pegar vento frio... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
enfim, há estação em que ônibus com ar-condicionado seja útil? não... logo:
janeiro. 40ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado nunca é suficiente para o número de pessoas que estão no ônibus. o que acontece? mais calor... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
agora estamos em junho. inverno. peço, mais uma vez, para visualizarem:
junho. 10ºC em porto alegre. ônibus com ar-condicionado. eeeebaaaa!
o ar-condicionado quente só torna mais quente o ônibus fechado com aquele calor humano insuportável. dá vontade de tirar a manta, o casaco, a touca, a luva, a polaina, a meia calça, a saia, o blusão e ficar só de calcinha e segunda pele! um monte de calor para depois pegar vento frio... porque NÃO DÁ PARA ABRIR AS JANELAS, POMBAS! ou seja, eeeebaaaa nada!
enfim, há estação em que ônibus com ar-condicionado seja útil? não... logo:
ÔNIBUS + AR-CONDICIONADO = CONVERSA PRA CONTRIBUINTE NANAR!
conforme demonstrado acima...
conforme demonstrado acima...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
let's research, baby!
sim, eu faço pesquisa. não, não. não estou tendo um momento sociolingüistametidinhaamegapesquisadoraCNPqnível1000! não! eu fiz pesquisa pra reavivar meu blog.
em primeiro lugar, eu procurei uma imagem bem hires e bem rosa pra colocar por aí! bom, bom... achei várias. no princípio, quase coloquei monet, que de longe é um dos meus pintores prediletos. e, em certos momento, ele usa aquele tom de rosa que só vejo hoje em dia em calcinhas e algodão-doce. nunca em pinturas que se levam e que nós deveríamos levar a sério. mas o monet não ficou porque o quadro que eu queria, não achei em tamanho decente (ele encabeça o post, só para constar).
daí, ainda procurando algo bem hires e bem rosa me deparei com um link relacionado a pink art. sim, um site só com arte rosa. e lá se encontra de tudo, até os monet algodão-doce. no arte rosa, encontrei essa beleza de figura que embeleza o blog. o pintor é edgar degas (deve-se ler degá... será?) . francês, como o monet. impressionista, também como o monet. gostei. bem hires e bem rosa. deveras relevante.
lá pelas tantas, antes de encontrar as danseuses e o eddie, fui lá ver o que diabos era o ruído rosa. que o ruído pode ter cor, a gente até já sabia. o ruído branco é citado bastante. mas que o ruído é multicolorido ah! isso foi meio surpreendente. não que eu entenda o que eles querem dizer quando dizem que
o mais imbecil é que eu deveria adivinhar que era um ruído colorido mesmo. se não fosse, pra que o pato fu ia falar em ruído rosa? por que eles teriam uma música chamada ruído rosa? enfim, pelo menos, daí, encontrei o blog da fernanda takai (que é uma delicinha de ler e de ouvir) e o blog do john (em parceria com o colega rubs troll).
enfim... let's research more, baby! porque assim se movem as rodas da internet!
em primeiro lugar, eu procurei uma imagem bem hires e bem rosa pra colocar por aí! bom, bom... achei várias. no princípio, quase coloquei monet, que de longe é um dos meus pintores prediletos. e, em certos momento, ele usa aquele tom de rosa que só vejo hoje em dia em calcinhas e algodão-doce. nunca em pinturas que se levam e que nós deveríamos levar a sério. mas o monet não ficou porque o quadro que eu queria, não achei em tamanho decente (ele encabeça o post, só para constar).
daí, ainda procurando algo bem hires e bem rosa me deparei com um link relacionado a pink art. sim, um site só com arte rosa. e lá se encontra de tudo, até os monet algodão-doce. no arte rosa, encontrei essa beleza de figura que embeleza o blog. o pintor é edgar degas (deve-se ler degá... será?) . francês, como o monet. impressionista, também como o monet. gostei. bem hires e bem rosa. deveras relevante.
lá pelas tantas, antes de encontrar as danseuses e o eddie, fui lá ver o que diabos era o ruído rosa. que o ruído pode ter cor, a gente até já sabia. o ruído branco é citado bastante. mas que o ruído é multicolorido ah! isso foi meio surpreendente. não que eu entenda o que eles querem dizer quando dizem que
o mais imbecil é que eu deveria adivinhar que era um ruído colorido mesmo. se não fosse, pra que o pato fu ia falar em ruído rosa? por que eles teriam uma música chamada ruído rosa? enfim, pelo menos, daí, encontrei o blog da fernanda takai (que é uma delicinha de ler e de ouvir) e o blog do john (em parceria com o colega rubs troll).
enfim... let's research more, baby! porque assim se movem as rodas da internet!
Marcadores:
arte,
coisas que não compreendo,
internet,
pato fu
domingo, 29 de junho de 2008
novo, novinho em folha, novésimo!
finalmente voltei a ter vontade de escrever no meu blog. depois de algumas mudanças na cara dele (ficou bem bonitinho, não acham?), deve deixar claro que o conteúdo vai mudar. enfim não muito porque eu sou eu. mas a pior parte e o que me fez largar o blog era ter que dar de espertinha poeticamente o tempo todo.
pronto! decidi que quando eu quiser xingar, vou poder xingar por aqui tbm... e quando quiser elogiar, vai ser por aqui também...
a única coisa que não vai rolar é falar sobre moda! porque agora teremos o blog da hires sobre moda chamado nugget fashion (qualquer semelhança com a música do cake não, não é mera coincidência).
bem-vindos de novo (se é que há algum leitor aqui)...
pronto! decidi que quando eu quiser xingar, vou poder xingar por aqui tbm... e quando quiser elogiar, vai ser por aqui também...
a única coisa que não vai rolar é falar sobre moda! porque agora teremos o blog da hires sobre moda chamado nugget fashion (qualquer semelhança com a música do cake não, não é mera coincidência).
bem-vindos de novo (se é que há algum leitor aqui)...
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
terça-feira, 28 de agosto de 2007
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
vinte e dois anos depois...
se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fogão, uns oito anos, dá 14. se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fão sem supervisão, uns 3 anos, dá 11 anos. bom... 11 anos depois eu aprendo a fazer minha sobremesa preferida: arroz com leite. a minha vó faz um arroz com leite ma-ra-vi-lho-so! ontem me ensinou. eu cheguei em casa com 3 litros de leite e fiz. usei só um litro. na verdade, é uma coisa tão fácil que chega a ser triste eu ter passado tanto tempo sem saber fazer. o único porém é o meu medo de provar. sim, ele tá pronto na geladeira e eu to com medo de provar. vai que ficou horrível e eu nunca vou saber fazer arroz com leite no mínimo parecido com o da minha vó. ia ser mais triste! mais triste que não saber fazer de jeito nenhum...
e no fim, esse post não tem nenhuma relevância pra ninguém... pronto!
(mas se alguém quiser a receita, mando por e-mail)
se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fogão, uns oito anos, dá 14. se tirar o tempo em que eu não podia mexer no fão sem supervisão, uns 3 anos, dá 11 anos. bom... 11 anos depois eu aprendo a fazer minha sobremesa preferida: arroz com leite. a minha vó faz um arroz com leite ma-ra-vi-lho-so! ontem me ensinou. eu cheguei em casa com 3 litros de leite e fiz. usei só um litro. na verdade, é uma coisa tão fácil que chega a ser triste eu ter passado tanto tempo sem saber fazer. o único porém é o meu medo de provar. sim, ele tá pronto na geladeira e eu to com medo de provar. vai que ficou horrível e eu nunca vou saber fazer arroz com leite no mínimo parecido com o da minha vó. ia ser mais triste! mais triste que não saber fazer de jeito nenhum...
e no fim, esse post não tem nenhuma relevância pra ninguém... pronto!
(mas se alguém quiser a receita, mando por e-mail)
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
eu sou assim mesmo sabe? daquele tipinho besta que ninguém entende como chegou aonde chegou sendo fissurada por pulseiras de cristal e sapatinhso de plático, entende? daquele tipo que só ri e fala bobagem e acha jazz uma coisa meio chata e acha björk, apesar de legal, modernê demais pras horas de fossa. eu sou dessa gentinha que acorda rindo e que tem um mau-humor bem-humorado, meio irritadinho poodle, que late pra tudo. pois é... eu sou besta!
domingo, 19 de agosto de 2007
ainda não me reconheço nem um pouquinho na casa. onde minha influência foi maior, as caixas ainda não desmanchadas tapam tudo o que eu fiz de diferente... eu me reconheço nos olhos dele, nos "meu bem" que ele pronuncia. principalmente porque ele diz que pra ele, antes dos meus cheirinhos, era "que merda é essa de meu bem" e que eu mudei tudo. virei meu bem do que não pronunciava meu bem. mas me reconheço menos no espelho do banheiro, não acredito que durmo e acordo aqui não porque era melhor hoje, mas porque é minha casa. minha e dele, nossa, tua e minha (aquele friozinho subindo na espinha)... uma das primeiras coisas que a gente vai chamar de nossa!
sábado, 18 de agosto de 2007
sábado, 11 de agosto de 2007
quarta-feira, 13 de junho de 2007
metapost
eu ando até envergonhada de deixar isso assim... vazio, sem mim, sem ninguém que o ampare. e sem um template decente, é óbvio. última-mente, tenho me sentido assim, cansada sabe? letrada demais, com letra de mais, com letramento demais dentro da cabecinha pouca e apaixonada. o saco é que ando querendo só tricotar, dançar, abraçar, bordar e costurar...
cansaço do mestrado, da vida, da carreira ou um sinal de que devo juntar tudo e ir embora sei-lá-pra-onde-pra-nem-eu-saber-de-mim?
cansaço do mestrado, da vida, da carreira ou um sinal de que devo juntar tudo e ir embora sei-lá-pra-onde-pra-nem-eu-saber-de-mim?
domingo, 20 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
às vezes, quase sempre, no meio da noite, ele me acha... me acha e me abraça como se não estivéssemos na mesma cama... me acha e me beija como se fizesse mais de milanos que não nos vemos... ele me acha, me abraça, me cheira, me beija e adormece mais abraçado do que nunca, como se tivesse achado o que sempre procurava...
terça-feira, 8 de maio de 2007
"
A culpa foi minha, chorava ela , e era verdade, não se podia negar, mas também é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nela a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegarámos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito passar
"
Ensaio sobre a cegueira
Saramago
A culpa foi minha, chorava ela , e era verdade, não se podia negar, mas também é certo, se isso lhe serve de consolação, que se antes de cada acto nosso nos puséssemos a prever todas as conseqüências dele, a pensar nela a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegarámos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito passar
"
Ensaio sobre a cegueira
Saramago
sábado, 14 de abril de 2007
terça-feira, 10 de abril de 2007
sábado, 24 de março de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
da série: aprendi uma coisa nova hoje
Sociolingüística francesa = Análise do Discurso + Dialetologia
sexta-feira, 9 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
ter uma boa vida é...
Ir dormir com o Milton
Acordar com ele indo pra aula de japonês
Fazer, como primeira tarefa do dia, uma discussão sobre alternância de código
E chegar em casa e comer cuca de morango com requeijão de Santa Maria do Herval ("coletada" durante a pesquisa de campo)
Acordar com ele indo pra aula de japonês
Fazer, como primeira tarefa do dia, uma discussão sobre alternância de código
E chegar em casa e comer cuca de morango com requeijão de Santa Maria do Herval ("coletada" durante a pesquisa de campo)
domingo, 25 de fevereiro de 2007
carta à senhora lagartixa
querida senhora lagartixa protetora,
Eu sei que a senhora é muitíssimo ocupada e que não posso pedir favores maiores dos já realizados pela senhora. A senhora me protege de aranhas, baratas e quaisquer outros seres vivos que todos os dias tentam invadir e contaminar meu humilde lar. Em sua parede laranja cativa, no pátio exterior, eu sei que a senhora zela por mim e pela minha casa.
O que eu precisaria era me livrar de algumas pessoas. Não muitas. Apenas aquelas que mais incomodam, a senhora sabe. Aquelas que me fazem mal, me fazem chorar e, mesmo assim, seriam um ótimo lanchinho.
Aguardo instruções caso o pedido seja aceito.
(em construção)
Eu sei que a senhora é muitíssimo ocupada e que não posso pedir favores maiores dos já realizados pela senhora. A senhora me protege de aranhas, baratas e quaisquer outros seres vivos que todos os dias tentam invadir e contaminar meu humilde lar. Em sua parede laranja cativa, no pátio exterior, eu sei que a senhora zela por mim e pela minha casa.
O que eu precisaria era me livrar de algumas pessoas. Não muitas. Apenas aquelas que mais incomodam, a senhora sabe. Aquelas que me fazem mal, me fazem chorar e, mesmo assim, seriam um ótimo lanchinho.
Aguardo instruções caso o pedido seja aceito.
(em construção)
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
sábado, 10 de fevereiro de 2007
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
oito meses
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
resoluções de ano novo reaproveitadas e que nunca serão realizadas
1. comer menos porcaria (morando sozinha, isso é mais impossível ainda)
2. ter menos tempo de jogo (o gamão me persegue, ora bolas! e eu ainda quero comprar um ds)
3. gastar menos com coisas inúteis (um ds não realmente uma coisa útil, né?)
4. ser menos ciumenta e paranóica (estamos falando de mim, não é mesmo?)
5. parar de reclamar da minha aparência (22 anos reclamando... se eu parasse, ia ter desperdiçado 22 anos, entendem?)
6. ser mais organizada (minha bagunça faz parte do charme)
7. tomar menos café (café também é charme... pessoas chiques saem com um copo de isopor de café por aí... colou?)
8. parar de perder tempo com séries de tv (aí decidem estrear Heroes!)
9. ter menos coisas infantis na personalidade (o coelhinho cantante na minha cabeça diz que eu não posso fazer isso, e sim pegar uma cenoura pra ele fazer um caldinho tralálálá)
10. parar de fazer promessas de mudanças (deixem minha ilusão de que o ano passa e eu posso mudar em paz?)
2. ter menos tempo de jogo (o gamão me persegue, ora bolas! e eu ainda quero comprar um ds)
3. gastar menos com coisas inúteis (um ds não realmente uma coisa útil, né?)
4. ser menos ciumenta e paranóica (estamos falando de mim, não é mesmo?)
5. parar de reclamar da minha aparência (22 anos reclamando... se eu parasse, ia ter desperdiçado 22 anos, entendem?)
6. ser mais organizada (minha bagunça faz parte do charme)
7. tomar menos café (café também é charme... pessoas chiques saem com um copo de isopor de café por aí... colou?)
8. parar de perder tempo com séries de tv (aí decidem estrear Heroes!)
9. ter menos coisas infantis na personalidade (o coelhinho cantante na minha cabeça diz que eu não posso fazer isso, e sim pegar uma cenoura pra ele fazer um caldinho tralálálá)
10. parar de fazer promessas de mudanças (deixem minha ilusão de que o ano passa e eu posso mudar em paz?)
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
tem horas que eu penso que só eu e mais uma pessoa acredita no meu potencial acadêmico
tem horas, na verdade, que penso que nem eu e nem ninguém acha que eu chegarei a algum lugar
tem horas, penso eu, que se o cnpq soubesse que eu gosto de dançar, costurar, rir e namorar, ele tiraria minha bolsa e daria pra alguém mais sério
tem horas que eu penso porquê tô fazendo tudo isso e não tô deitada na rede ou com meus pais em brasília ou com meu irmão em três de maio ou a sete palmos com meu vô paterno no piauí
tem horas, muitas horas, que desacredito de mim e penso em ir catar coquinho no mato!
tem horas, na verdade, que penso que nem eu e nem ninguém acha que eu chegarei a algum lugar
tem horas, penso eu, que se o cnpq soubesse que eu gosto de dançar, costurar, rir e namorar, ele tiraria minha bolsa e daria pra alguém mais sério
tem horas que eu penso porquê tô fazendo tudo isso e não tô deitada na rede ou com meus pais em brasília ou com meu irmão em três de maio ou a sete palmos com meu vô paterno no piauí
tem horas, muitas horas, que desacredito de mim e penso em ir catar coquinho no mato!
sábado, 2 de dezembro de 2006
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
terça-feira, 28 de novembro de 2006
eu deveria ter mais...
uns dois ou três neurônios pra brincar de solidão, pra morrer de ciúmes e pra pensar paranoicamente por onde tu anda...
mas eu devia ter também mais uns dois ou três analgésicos, pra dormir de uma vez e parar de me torturar...
mas eu devia ter também mais uns dois ou três analgésicos, pra dormir de uma vez e parar de me torturar...
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
do meu jeito de não ser miss
sabe que o jeito que tu me olha ainda me incomoda? acho que a causa é eu ainda pensar que posso dizer besteira, bobagem e tu olhar pra mim e se lembrar que me conheceu "uma criança", como tu mesmo diz. ou, então, pode ser porque sempre acho que tu tem as respostas melhores, as mais corretas, as mais pensadas. deve ser também porque eu me acho essa coisa impulsiva e impensante, que, no mínimo, não merece metade do que tu é, essa coisa racional e cuidada. mas, no final, eu não te acho tão racional assim. afinal de contas, tu nos carrega de um jeito impensado, bom de ser/carregar. enfim, teu olhar ainda me incomoda. acho que de um jeito bom, no fim das contas, de um jeito que me faz procurar o que diabos tu viu em mim...
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
domingo, 22 de outubro de 2006
Enquanto aperto novo adversário
E encontro alguém que aparece na minha janela pra jogar gamão,
Lá do outro lado ele ri das minhas besteiras
Do meu choro desmotivadamente imbecil
Da minha falta d’água
Da agonia, da minha unha roída não pintada
Tudo isso ele, meu novo adversário, percebe na carinha que eu mando
Com sorriso amarelo
Olhos vidrados
Cara de gente que não sabe o que faz da vida
E, daí, não faz nada mesmo!
E encontro alguém que aparece na minha janela pra jogar gamão,
Lá do outro lado ele ri das minhas besteiras
Do meu choro desmotivadamente imbecil
Da minha falta d’água
Da agonia, da minha unha roída não pintada
Tudo isso ele, meu novo adversário, percebe na carinha que eu mando
Com sorriso amarelo
Olhos vidrados
Cara de gente que não sabe o que faz da vida
E, daí, não faz nada mesmo!
terça-feira, 10 de outubro de 2006
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
sexta-feira, 15 de setembro de 2006
às minhas paranóias delirantes
little mother of the sky
quando é que eu vou aprender
little mother of the sky
que a história não pede bis?
little mother of the sky
quando é que eu vou aprender
little mother of the sky
marca do passado é cicatriz!
quando é que eu vou aprender
little mother of the sky
que a história não pede bis?
little mother of the sky
quando é que eu vou aprender
little mother of the sky
marca do passado é cicatriz!
terça-feira, 12 de setembro de 2006
sábado, 9 de setembro de 2006
terça-feira, 5 de setembro de 2006
terça-feira, 29 de agosto de 2006
terça-feira, 22 de agosto de 2006
com seu respectivo cuidado
ela desamarrotou o vestido
refez o laço elegante
e esqueceu do sangue de outrem jorrado no chão.
revitalizou os sapatinhos
saracoteou mais um pouco pra testar a saia de novo
e encarou a vida
pensando em dois ou tres mistérios.
e acabou pensando em borboletas
tentando esquecer o que não incomodava de verdade...
ela desamarrotou o vestido
refez o laço elegante
e esqueceu do sangue de outrem jorrado no chão.
revitalizou os sapatinhos
saracoteou mais um pouco pra testar a saia de novo
e encarou a vida
pensando em dois ou tres mistérios.
e acabou pensando em borboletas
tentando esquecer o que não incomodava de verdade...
domingo, 13 de agosto de 2006
quarta-feira, 9 de agosto de 2006
sexta-feira, 4 de agosto de 2006
insônia
o que eu faço quando não consigo dormir
ou, simplesmente,
conselhos para a Dani
ou, simplesmente,
conselhos para a Dani
De tempos em tempos meus olhos não gostam muito de se fechar. E nem minha cabeça pára muito de funcionar. Em resumo? Não durmo. E o que fazer pra dormir? Normalmente, eu nem penso em o que fazer pra dormir... eu penso no que fazer, de forma a continuar deitada, no quentinho. Eu conto coisas, como pessoas normais fazem. Carneirinhos não são uma boa imagem pra mim... Eu conto pirulitos, saias, bolinhas coloridas... Às vezes também faço operações matemáticas, como escolher um número qualquer, multiplicar, dividir, fracionar e brincar com as frações depois...
O mais normal de tudo é cantar. Claro, mentalmente pra não acordar ninguém. Repasso várias letras que sei de cor e, pra quebrar a monotonia de já saber, resgato letras que eu sabia de cor no passado (como: "ô, bruxinha bonitinha / da vassoura de capim / me carrega pelo espaço / abre os braços só pra mim"). Isso me detém na cama por horas a fio...
Pensar no que responderia se fosse entrevistada também é bom. Tu pensa na roupa, no programa, nas perguntas e tenta convencer todo mundo de que tu é bacana. às vezes imagino que consigo enganar...
Quando nada funciona pra eu ficar na cama, bom, daí dá pra tentar acordar quem tá dormindo ao lado e conversar... Afinal, eu falo pelos cotovelos mesmo!
O mais normal de tudo é cantar. Claro, mentalmente pra não acordar ninguém. Repasso várias letras que sei de cor e, pra quebrar a monotonia de já saber, resgato letras que eu sabia de cor no passado (como: "ô, bruxinha bonitinha / da vassoura de capim / me carrega pelo espaço / abre os braços só pra mim"). Isso me detém na cama por horas a fio...
Pensar no que responderia se fosse entrevistada também é bom. Tu pensa na roupa, no programa, nas perguntas e tenta convencer todo mundo de que tu é bacana. às vezes imagino que consigo enganar...
Quando nada funciona pra eu ficar na cama, bom, daí dá pra tentar acordar quem tá dormindo ao lado e conversar... Afinal, eu falo pelos cotovelos mesmo!
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
terça-feira, 1 de agosto de 2006
quinta-feira, 27 de julho de 2006
quinta-feira, 20 de julho de 2006
terça-feira, 18 de julho de 2006
- tá, tu tá em terceiro lugar...
(pensando: risos! ele vai se morder agora!)
- terceiro?
(pensando: ?)
- é! não achou uma boa colocação?
(pensando: tadinho! eu não devia ter dito isso!)
- é, é...
(pensando: ?)
- tempo -
- tá, pensei melhor: é em quarto!
(pensando: putz! se me arrependido terceiro, apanho pelo quarto!)
- quarto? te dou uma rasteira e te furo o olho com o cigarro, hein?
(pensando: ?)
- ciumentinho!
(pensando: se ele fosse o quarto, não haveria os três primeiros...)
(pensando: risos! ele vai se morder agora!)
- terceiro?
(pensando: ?)
- é! não achou uma boa colocação?
(pensando: tadinho! eu não devia ter dito isso!)
- é, é...
(pensando: ?)
- tempo -
- tá, pensei melhor: é em quarto!
(pensando: putz! se me arrependido terceiro, apanho pelo quarto!)
- quarto? te dou uma rasteira e te furo o olho com o cigarro, hein?
(pensando: ?)
- ciumentinho!
(pensando: se ele fosse o quarto, não haveria os três primeiros...)
segunda-feira, 10 de julho de 2006
saia de bailarina
Uma vez, ela queria ser bailarina,
com saia de purpurina,
dois ou três sapos de bala de goma,
sem esquecer, claro, da boneca de roma...
e, por fim, a caixa registradora,
pra deixar registrada sua fascinação pelo mundo!
com saia de purpurina,
dois ou três sapos de bala de goma,
sem esquecer, claro, da boneca de roma...
e, por fim, a caixa registradora,
pra deixar registrada sua fascinação pelo mundo!
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